Tag: concursos públicos

  • PB: aberto processo seletivo para professores. Provas em janeiro

    Começam nesta sexta-feira (9) as inscrições do processo seletivo simplificado para a contratação de professores, diretores e vices para Escolas Cidadãs Integrais e Escolas Cidadãs Integrais Técnicas, do Governo da Paraíba. O edital foi publicado nesta quinta (8), no Diário Oficial do Estado. Cliquei aqui e confira.

    Conforme o edital, os candidatos poderão se inscrever exclusivamente pelo site da Fapesq, que vai organizar o processo. As inscrições seguem abertas até o dia 19 de dezembro. As provas deverão ocorrer em Janeiro.

    O processo seletivo, que tem validade de um ano, tem com o objetivo de selecionar profissionais para compor o banco de Reserva técnica das unidades. A validação poderá ser prorrogada por um período de um ano.

    As provas serão objetivas e oral. Para ser classificado, uma das exigências é ter experiência de dois anos para o cargo de diretor e seis meses para professor.

  • Abin: solicitadas 650 vagas para 2017

    A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) solicitou ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão a inclusão de 650 vagas na Lei Orçamentária Anual de 2017.

    Segundo o pedido, 250 vagas são para Oficial de Inteligência, 200 para Oficial Técnico de Inteligência mais 90 para Agente de Inteligência e outras 110 para Agente Técnico de Inteligência.

    A ideia é que as vagas sejam escalonadas, dividas em quatro anos, entre 2017 e 2020.

    Em nota, o Ministério do Planejamento disse que “O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão recebeu o pedido, que está em análise”.

  • BM-PE: concurso segue confirmado! 300 vagas para o nível médio

    O próximo concurso do Corpo de Bombeiros do Estado de Pernambuco (Concurso Bombeiros-PE 2016/2017) será divulgado muito em breve. No segundo semestre deste ano, mais precisamente em setembro, uma comissão interna foi definida, com propósito de normatizar e acompanhar execução do concurso público destinado a 300 vagas para Soldado, cujo requisito é de nível médio.

    A abertura de novo concurso para Bombeiros-PE 2016 foi uma das cláusulas incluídas na proposta apresentada pelo Governo à representantes da categoria após paralisação que exigia também reajuste salarial para policiais e bombeiros. A proposta foi aceita pela Associação dos Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE). Ainda de acordo com o Centro Integrado de Comunicação da SDS-PE, o passo agora é iniciar os preparativos para escolher o organizador do Concurso Bombeiros-PE, que deve ser escolhida através de processo de licitação.

    Vagas e Requisitos Concurso Bombeiros-PE 2016/2017

    Além de confirmar o quantitativo de vagas, a secretaria confirmou que o cargo de soldado exigirá o nível médio completo. Os inscritos serão avaliados por prova objetiva (todos), e os aprovados ainda passarão por exames de aptidão física, avaliação psicológica, exames médico e investigação social. Por fim, haverá curso de formação e habilitação de praças, cuja bolsa para os alunos será de R$ 970,42. O salário inicial após o curso de formação chegará a R$ 2.719,88.

    Último Concurso Bombeiros-PE

    O último concurso realizado pelo Corpo de Bombeiros de Pernambuco (Concurso Bombeiros-PE) foi em 2006. Na época, o certame ficou sob organização do Instituto de Planejamento e Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico e Científico (Ipad). O edital publicado contou com 250 vagas para soldado, por um total de 8.629 inscritos.

    Os inscritos foram avaliados por prova objetiva, com 60 questões, sendo 20 de Língua Portuguesa, dez de Matemática, dez de História, dez de Geografia e dez sobre Noções de Direitos e Garantias Fundamentais. A duração do exame foi de quatro horas.

    Os aprovados na prova objetiva foram avaliados por teste físico, composto de prova de 50 metros rasos, flexão de braços na barra fixa para homens e no solo para mulheres, natação em piscina de 25 metros, flexão de abdômen e corrida de 2.400 metros. Os índices variavam de acordo com o gênero. Além disso, o concurso teve exame psicológico, avaliação médica e investigação social, e por fim, curso de formação.

  • PC-AL: previsto novo concurso para agente, escrivão e delegado

    Ótimas notícias para quem deseja ingressar na Polícia Civil de Alagoas ano que vem: foi emitido um extrato no Diário Oficial afirmando que a Delegacia Geral do órgão solicitou ao Gabinete Civil a abertura de um concurso público para o preenchimento de no mínimo 200 vagas, para os cargos de agente de polícia (240), escrivão (120) e delegado (40).

    Conheça mais detalhes sobre os cargos da PC-AL

    As oportunidades são destinadas aos profissionais de nível superior completo. O salário, atualmente, está fixado em R$3.062 para os cargos de agente policial e escrivão. No entanto, de acordo com o Superintendência de Planejamento, o Sindicato da Polícia Civil luta para que o piso salarial seja de R$3.700. Já para o cargo de delegado, o vencimento inicial é de R$8 mil.

    Além das remunerações, outra boa notícia é o Plano de Carreira: é possível aumentar a renda mensal, conforme sua progressão acadêmica, ou seja, com pós-graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado e outros. Aos servidores que são plantonistas, é concedido adicional noturno, e também um vale-refeição no valor de R$40 por plantão, totalizando R$320 por mês.

    Relembre detalhes do concurso 2012 da Polícia Civil-AL

    O último concurso foi realizado em 2012 e ofertou 400 vagas para os cargos de agente, delegado e escrivão. Foram cerca de 18.879 inscritos que tiveram que passar por uma prova objetiva de conhecimentos básicos, uma prova discursiva de conhecimentos específicos, uma avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, investigação social, exame médico e curso de formação policial. Os candidatos ao cargo de escrivão ainda realizaram uma prova de digitação de caráter eliminatório.

    Para investir no cargo de agente é necessário que o candidato tenha concluído o nível superior, além de possuir carteira nacional de habilitação (CNH). Tendo atribuições como executar investigações e operações policiais de prevenção e na repreensão a ilícitos penais.

    Para candidatos ao cargo de delegado um dos requisitos é possuir um curso de graduação de nível superior em Direito. Este profissional terá que desempenhar atividades de direção, supervisão, coordenação, planejamento, orientação e de controle na administração da polícia judiciária, incluindo investigações e operações policiais.

    Já para o cargo de escrivão é requisitado apenas possuir diploma de nível médio em qualquer área. Suas funções dizem a respeito de lavrar termos e mandatos, observando os prazos necessários ao preparo, a ultimação e à remessa de procedimentos policiais de investigação.

  • IBGE: concurso com 82.050 vagas praticamente confirmado! Níveis fundamental, médio e superior

    O Concurso IBGE 2017, para o preenchimento de 82.050 vagas temporárias no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em cargos que exigem ensino fundamental, médio e superior, está praticamente certo. Isso porque o presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, disse que já negociou com o governo a realização do Censo Agropecuário em 2017

    Em declaração dada à reportagem da Folha Dirigida, Paulo Rabello de Castro disse esperar que o concurso seja realizado no próximo ano, para que o Censo Agropecuário possa ser realizado. A seleção terá cargos em cargos de todos os níveis de escolaridade.

    “Esperamos que o concurso ocorra prontamente no ano que vem, que haja a seleção e o treinamento dos aprovados, para que antes do final do ano a gente já vá a campo. Não há Censo sem a contratação desses entrevistadores, que vão ser especialmente selecionados mediante o concurso, e treinados para irem a campo”, ressaltou o presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, em entrevista à FOLHA DIRIGIDA na segunda-feira, dia 5 de dezembro.

    O presidente do IBGE ressaltou que a verba para a realização do Censo Agropecuário e consequentemente para o concurso já está na proposta de orçamento encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional. “Embora tivesse recorrido a um corte emergencial para chegar a fechar R$ 139 bilhões só de déficit primário no ano que vem, o Ministério do Planejamento conseguiu rever os números, e inclusive mandou uma emenda ao Projeto de Lei Orçamentária Anual, já contendo uma verba que dá para fazer o Censo andar, dar partida e ele. Eu não sei os exatos valores dessa verba, mas são significativas e suficientes para comprar o equipamento, dispositivos móveis de coleta e fazer uma primeira grande abordagem censitária que nós estamos estudando como é que seria repartida”, disse.

    Das 82.050 vagas temporárias do concurso, 62.400 serão para recenseador, cargo que exige nível fundamental. A remuneração passa pode chegar a cerca de R$ 3 mil (salários e produtividade). No nível médio, haverá 486 vagas de agente censitário regional, função que exige carteira de habilitação do tipo B e tem remuneração de R$ 3.458; além de 700 para agente censitário administrativo, com ganhos de R$2.018.

    São cerca de 18 mil vagas para cargos que exigem ensino médio

    Ainda no antigo 2º grau haverá 5.500 vagas de agente censitário municipal; 12.400 de agente censitário supervisor e 174 vagas de agente censitário de informática (único do médio/técnico). Todos tem ganhos de mais de R$2 mil. No nível superior estão previstas 250 vagas de analista censitário, que tem remuneração de R$ 7.624.

    A boa remuneração não é o único atrativo do Concurso IBGE 2017, para vagas temporárias no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em cargos que exigem ensino fundamental, médio e superior. Os temporários têm direito ainda a férias remuneradas e 13º salário, além de auxílio-alimentação de R$ 458 (já somado nas remunerações mencionadas).

  • CRESS/PE: edital em fase de elaboração. Níveis fundamental, médio e superior.

    O Conselho Regional de Serviço Social da 4ª Região vai realizar a abertura de concurso público muito em breve (Concurso CRESS/PE 4ª Região 2016/2017). As oportunidades serão destinadas ao Estado do Pernambuco, com objetivo de preenchimento de vagas imediatas e em cadastro reserva, para contratação conforme necessidade.

    Para nível fundamental haverá vagas para auxiliar de serviços gerais, cujo salário chega a R$ 1.012. Já para nível médio as oportunidades serão para assistente administrativo I. O salário do cargo chega a R$ 1.854. Por fim, haverá vagas para nível superior, cargo de Agente Fiscal, com salário de R$ 3.454. Além disso, haverá benefícios.

    O certame terá coordenação do Instituto Quadrix, que terá missão de coordenar o edital, receber as inscrições e aplicar as avaliações. Assim que o edital for divulgado, confira todas as informações aqui no site.

  • INSS recebe a autorização para nomear mais 150 aprovados

    Após realizar a nomeação de 150 aprovados no início do mês de novembro, o Instituto Nacional do Seguro Social recebeu nesta quinta-feira, 1º de dezembro de 2016, a autorização para a nomear mais 150 aprovados do último concurso, publicado em dezembro de 2015.

    Da mesma forma que aconteceu na última publicação do Diário Oficial, 100 aprovados no cargo de Técnico do Seguro Social e 50 na função de Analista do Seguro Social serão nomeados. Estudos técnicos realizados pelo INSS estabelecerão os critérios a serem adotados para a distribuição dos novos servidores entre as unidades de atendimento.

    De acordo com Osmar Terra, o presidente Michel Temer autorizou as convocações. “Conseguimos com o Presidente Temer o aumento no número de funcionários, pois está muito tempo sem contratar e o INSS tem uma demanda cada vez maior. Nós precisamos ter um corpo minimamente inúmero para exercer a função”, disse.

    O presidente do órgão, Leonardo Gadelh, declarou ainda que pretende chamar os 475 excedentes (400 técnicos e 75 analistas), e que o pedido para ter o adicional de 50% das vagas será protocolado no Planejamento. Os candidatos aprovados dentro do número de vagas, serão convocados de acordo com a sua classificação, observando os critérios especificados no edital.

    O Concurso INSS

    Divulgado no dia 22 de dezembro de 2015, o Concurso do INSS ofereceu 950 vagas, sendo 800 para Técnico do Seguro Social (nível médio) e 150 Analista do Seguro Social (nível superior). As inscrições puderam ser realizadas até 22 de fevereiro de 2016. As oportunidades foram divulgadas da seguintes forma:

    -Nível Médio: Técnico do Seguro Social (800 vagas). Salário de R$4.886,87 (chegando a R$ 5.259,87, após seis meses), já incluso as gratificações. O técnico exercerá a função por 40 horas semanais.

    -Nível Superior: Analista do Seguro Social (150 vagas). Salário de R$7.496,09 (até R$ 7.869,09), já com as gratificações. O analista terá jornada de 40 horas semanais.
    Técnico: São Paulo (113), Acre (5), Alagoas (14), Amapá (5), Amazonas (34), Bahia (76), Ceará (22), Distrito Federal (10), Espírito Santo (4), Goiás (40), Maranhão (33), Mato Grosso (26), Mato Grosso do Sul (12), Minas Gerais (82), Pará (84), Paraíba (4), Paraná (37), Pernambuco (35), Piauí (2), Rio de Janeiro (17), Rio Grande do Norte (20), Rio Grande do Sul (49), Rondônia (22), Roraima (3), Santa Catarina (32), Sergipe (7) e Tocantins (12);

    Analista: São Paulo (18), Acre (6), Alagoas (2), Amapá (3), Amazonas (3), Bahia (22), Ceará (7), Goiás (4), Maranhão (4), Mato Grosso (6), Mato Grosso do Sul (7), Minas Gerais (15), Paraíba (4), Rio Grande do Sul (12), Pará (6), Paraná (3), Pernambuco (3), Piauí (1), Rio de Janeiro (4), Rondônia (5), Roraima (2), Santa Catarina (6), Sergipe (1) e Tocantins (5), além do Distrito Federal (1).

  • PRF: proposta de edital sai até o final do mês

    O grupo criado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para elaborar uma proposta de edital do próximo Concurso PRF, para policial, segue trabalhando no desenvolvendo do documento. Dessa forma, o prazo para a apresentação da proposta, que inicialmente encerrava-se no último dia 30, irá até o fim de dezembro, como prevê a portaria que criou o grupo.

    O objetivo da PRF com esse trabalho é reduzir demandas judiciais relativas às etapas do concurso, além de agilizar os preparativos de uma nova seleção, em uma eventual autorização do Ministério do Planejamento. Uma nova solicitação de concurso para policial rodoviário federal deverá ser encaminhada pela PRF no primeiro semestre do ano que vem.

    E o esperado é que, diferentemente do que ocorreu com o pedido feito este ano, para 1.500 vagas, a requisição seja atendida, tendo em vista a previsão do órgão somar 3.600 aposentadorias em um período de dois anos, do ano passado até o fim do ano que vem, conforme informação da própria Coordenação-Geral de Recursos Humanos da PRF. Ainda não há informação sobre a quantidade de vagas que será solicitada.

    Atualmente, a carência é de 2.500 policiais, considerando-se a quantidade de vagas desocupadas. Das 13.098 existentes, pouco mais de dez mil estão preenchidas. É com esse efetivo que a PRF precisa dar conta do patrulhamento dos mais de 75 mil quilômetros da malha rodoviária federal. O quantitativo é considerado insuficiente pela categoria, o que prejudica, por exemplo, o combate aos crimes de tráfico de drogas e armas, contrabando entre outros.

    Em encontro recente com policiais, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, reconheceu a necessidade de contratação de novos policiais rodoviários federais, mas lembrou que há dificuldade em função do momento de contenção de gastos por parte do governo.

    O próximo Concurso PRF, para o cargo de policial rodoviário federal, exigirá que o candidato tenha de 18 a 65 anos de idade, ensino superior completo em qualquer área e carteira de habilitação, na categoria B ou superior. A carreira proporciona remuneração inicial de R$ 7.177,91, já com o auxílio-alimentação, de R$ 458, mas está em análise no Congresso Nacional reajuste para R$ 9.501,98, já a partir de janeiro do ano que vem.

  • PF: reajuste salarial já tramita no senado

    Já tramita na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, desde o último dia 24 de novembro, o projeto de lei da Câmara 78/2016, proveniente do projeto de lei 5865/2016 da câmara dos deputados, que prevê aumentos salariais para os cargos de delegado e perito da Polícia Federal.

    Atualmente,a remuneração, para os dois cargos é de R$ 17.288,85, incluindo salário de R$ 16.830,85 e auxílio-alimentação de R$ 458. Com a proposta, caso passe no senado e seja sancionada pelo presidente Michel Temer, a partir de janeiro de 2017, os valores poderão passar a R$22.102,37. Em janeiro de 2018 podem chegar a R$ 23.130,48 e em janeiro de 2019, R$ 24.150,74, já considerando o atual valor do auxílio.A jornada de trabalho das duas carreiras é de 40 horas semanais.

    Progressão
    O aumento também repercutirá nas categorias posteriores.Desta forma, para a segunda categoria, cujo atual é de R$17.788,34, poderá passar a R$ 22.655,68 em 2017, R$ 23.710,07 em 2018 e R$24.756,42 em 2019.

    Para a primeira categoria, que atualmente conta com R$ 20.714,69, pode passar para R$ 25.897,24 em 2017, R$27.105,60 em 2018 e R$ 28.304,74 em 2019.

    Finalmente, na classe especial, com R$ 23.263, o valor pode passar para R$ 28.720,24 em 2017;R$30.062,70 em 2018 e R$ 31.394,91 em 2019.

    Carência de Servidores
    A PF conta com um concurso em pauta para o preenchimento de 558 vagas para os cargos de delegado e perito, que aguarda apenas liberação de verbas por parte do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Porém, mesmo caso sancionada a valorização dos servidores, a carência é muito maior, em decorrência de outras áreas que também apresentam defasagem funcional. De acordo com dados apontados pelo presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luis Antônio de Araújo Boudens, durante o Fórum Nacional dos Concursos Públicos, realizado no último dia 31 de agosto, em Brasília, para as demais carreiras a corporação conta com uma necessidade de nada menos do que 13.300 servidores. Além disso, segundo ele, caso o concurso para delegados não seja realizado o quanto antes, a carência de pessoal para o cargo pode chegar a 800 servidores, nos próximos anos, em decorrência de 400 aposentadorias previstas.

    O presidente do Fenapref reforça que a maior necessidade na PF é para o cargo de agente federal que, conta com nada menos do que 6.400 postos em aberto, seguido da área administrativa, com necessidade de 5.300 servidores. Além disso, para escrivães são necessárias 1.200 contratações, além de 400 para papiloscopistas.O sindicalista aponta que a Fenapref é contra a prioridade na realização de concurso para delegado e perito. “Não precisamos de mais delegados e peritos, mas de uma urgente contratação de servidores para os outros cargos e de administrativos”, diz.

    Ainda de acordo com ele, o governo cobra a proteção das fronteiras, o que se torna impossível sem que haja um quantitativo de pessoal adequado, bem como investimentos em tecnologia, o que considera impossível com um orçamento decrescente. Além disso, ressalta que o órgão não tem como abrir outras unidades de policiamento pela falta de pessoal para ocupar os respectivos postos. Explica que a PF não abre novas unidades há cinco anos, período no qual apenas foram reformados prédios. “Nenhum gestor tem coragem de abrir novas unidades da Polícia Federal em nenhum local do país, pois não temos efetivos, policiais e servidores administrativos para trabalhar nestas unidades”, diz. ”As consequências disso são a não proteção da fronteira e o impedimento do órgão de oferecer um serviço com qualidade”.

    Além disso, diz que muitas vezes tem sido divulgado que a Polícia Federal tem feito mais do que fazia antes, o que considera uma mentira. “Nós fazemos menos operações do que fazíamos, mas começamos a chamar de operação aquilo que realmente não é”, diz. “Antes havia um conjunto de ações contra o crime organizado que costumávamos chamar de ações, sempre com uma média de 150 a 200. Hoje qualquer intimação já é chamada de operação. Qualquer ação ordinária é chamada de operação para mascarar a realidade e mostrar que fazemos mais operações do que antes”, diz.

    Delegado
    Boudens aponta que, somente para o cargo de delegado existem, atualmente, 491 vagas em aberto, que o órgão tem tentado suprir com a realização do novo concurso. “Isto representa 28% do nosso efetivo, ou seja, um terço do nosso efetivo vago e a consequência é evidente. Como cada delegado poderia fazer umas duas operações por ano, esta realidade representa, no mínimo, 800 operações a menos a cada ano”. Além disso, de acordo com ele, com a reforma da previdência e a possibilidade da extinção do abono de permanência, todo mundo que está com abono de permanência irá se aposentar, bem como aqueles que já possuem condições de pedir aposentadoria. Com isto, de acordo com ele, a perspectiva é de que, em um período de dois ou três anos, mais 400 delegados se aposentem.

    A corporação, de acordo com ele, possui atualmente 180 mil investigações em andamento. “Nem todas as investigações viram ações. Precisamos delimitar as prioridades, mas dentro desta realidade de defasagem de pessoal, nem isto é possível. Por isto, a PF acaba mascarando números e de um total de duas mil por ano, acabamos fazendo aproximadamente 300”.

    Dentro de um contexto histórico, diz que em 1978, a PF contava com 500 delegados. Já em 1995, os mesmos 500 delegados. Em 2000, eram 700 delegados no país. “Até então, as principais atividades eram o combate às drogas e garimpo. Mas era uma atividade bastante limitada e uma atuação muito aquém do que poderia ser feito. Em 2001 foi realizado um concurso para 500 delegados, quase dobrando o efetivo. Do concurso até a posse são quase três anos. Isso preocupa, pois como temos quase 400 que podem se aposentar nos próximos anos, se abrir um concurso hoje, ficaríamos com 800 vagas em aberto. Hoje temos 1.717 delegados em atividade. Tivemos concurso em 2001 e 2004 para mais 500 cada, dobrando o efetivo. Mas em 2009, o quadro foi congelado, quando estava com 1.852. Agora estamos em um processo de desmonte”, diz. “Em 2018 devemos voltar a ter o efetivo que possuíamos em 2003”, reforça.

    Administrativos
    Já no quadro administrativo, diz que em 2004 o efetivo foi aumentado. “No FBI, por exemplo, para cada policial existem de seis a sete administrativos. No Brasil é o contrário. Em 2004 o efetivo cresceu, mas depois não foram feitos novos concursos e a PF passou a terceirizar as ações em aeroportos, o que não deu certo. Acabaram as terceirizações, mas não foram repostos os administrativos. Hoje, nosso quadro de administrativos é menor do que o de 2004, ao passo que as atribuições da PF aumentaram”. De acordo com ele, em 2014 aumentou um pouco pela substituição de alguns terceirizados.

    Autonomia
    O sindicalista ressalta, ainda, que o órgão conta com decreto de 2014 que permite a realização de concurso sem autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) sempre que a carência de pessoal chegar a 5% do quadro. Porém, diz que, na prática, o decreto não está funcionando, uma vez que para isto é preciso ter orçamento, atestado pelo MPOG. “Não adianta ter autorização para fazer o concurso se não há orçamento para isto”. A solução, segundo ele, seria conquistar a autonomia do órgão. Para isto, já existe, segundo ele, uma campanha neste sentido, desde dezembro de 2015. “Sem a autonomia, não conseguimos avançar. Nós sabemos que, muitas vezes, a Polícia Federal tem por ação investigar atos de desvios praticados por membros do governo. Por isto existe, sim, resistência por parte de grupos no poder, no sentido de controlar as atividades da Polícia Federal e não existe, em nenhum lugar no mundo, uma instituição que tenha por finalidade investigar os atos do governo que não possua autonomia.

    Ressalta, ainda, que um avanço foi a lei 13.047, que determina que a direção da Polícia Federal compete aos delegados. “Com isto, conseguimos evitar que alguém de fora da instituição fosse nomeado para a direção geral e das atividades da PF. Até 2014, qualquer pessoa poderia ser nomeada como diretor da corporação. Mas ainda não conseguimos avançar com o fim dos cargos comissionados, que buscamos trocar por funções comissionadas, ou seja, exclusivas para preenchimentos por funcionários concursados de carreira”.

    Concurso em Pauta
    Desde a promulgação do decreto 8.326, da presidência da república, em 10 de outubro de 2014, o órgão não precisa mais de autorização por parte do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para realizar novos concursos. Porém, ainda precisa de um parecer do órgão sobre as condições financeiras para o preenchimento das vagas.

    Com isto, segundo responsáveis pelo setor de recursos humanos da PF, esta confirmação dos recursos vem sendo discutida com o ministério, para que a seleção possa, efetivamente, ocorrer o quanto antes.
    De acordo com o decreto presidencial, a PF pode iniciar novo concurso sempre que o quadro de pessoal contar com uma defasagem de pelo menos 5% dos servidores.

    A expectativa é de que o certame conte com uma oferta de 558 vagas, sendo 491 para a carreira de delegado e 67 para peritos. Para concorrer a perito é necessário possuir curso de nível superior em áreas específicas e para delegado, superior em direito, com pelo menos três anos de atividade jurídica ou policial, comprovados na data da posse.

    No último concurso da Polícia Federal para estes cargos, o preenchimento das vagas ocorreu prioritariamente nos postos de fronteira e nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima, permitindo a remoção de servidores que já atuam nestas localidades. Obedecida estas condições, o preenchimento pode ser feito em todos os Estados, de acordo com as necessidades. As provas costumam ser aplicadas em todas as capitais e no Distrito Federal, exceto o exame oral, que ocorre somente em Brasília (DF).

    Concurso anterior da Polícia Federal
    Para os dois cargos, a PF lançou, em 2012, edital de concurso público. Na ocasião, a banca organizadora do certame foi o Cespe/UnB.

    Para perito, o concurso Polícia Federal contou com provas objetivas e discursiva, testes de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica e análise de títulos. A parte objetiva teve 120 itens, sendo 50 de conhecimentos básicos e 70 de conhecimentos específicos. Os aprovados em todas as fases foram submetidos a um curso de formação profissional.

    No caso de delegado, o Cespe/UnB formulou provas objetiva e discursiva, exames de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica, análise de títulos e prova oral, além do curso de formação. A parte objetiva contou com 120 questões e a discursiva, com três questões dissertativas e elaboração de peça profissional.

    Na época, o concurso da PF apresentou mais de 80.000 inscritos. Para perito foram registrados 35.800 inscritos para a oferta de 100 vagas e para delegado, 46.633 participantes para 150 oportunidades.

    Para perito, as opções foram para áreas de ciências contábeis ou econômicas, engenharia em diversas especialidades, ciências da computação, geologia, química, biomedicina, medicina, odontologia e farmácia.