PF: planejamento para a realização de concurso com 558 vagas em 2016

Neste dia 9 de dezembro é celebrado em todo o mundo o Dia Internacional de Combate à Corrupção. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), que criou a data, por meio da corrupção são roubados 2,6 trilhões de dólares a cada ano no mundo. No Brasil, a Polícia Federal (PF) tem se destacado na luta contra esse tipo de ilícito. Somente este ano, o departamento deflagrou 50 operações especiais de combate aos desvios de verbas públicas, divulgou o órgão. Além das operações Lava Jato e Zelotes, destaques na mídia, estão em andamento 9.400 investigações sobre contratos que somam R$39 bilhões.

A expectativa é que no próximo ano, a PF abra nova oportunidade para os interessados em colaborar com a luta contra essa que é uma das principais mazelas do país. O órgão planeja a realização de concurso para 558 vagas, sendo 491 de delegado e 67 de perito, cargos de nível superior, com remuneração inicial de R$17.203,85. Um pedido de confirmação de disponibilidade orçamentária para o preenchimento das vagas foi encaminhado ao Ministério do Planejamento, mas tem sua tramitação prejudicada pela suspensão dos concursos anunciada pelo governo em setembro. No mês passado, no entanto, o Planejamento admitiu que poderá conceder novas autorizações, em regime de exceção, em casos de emergência ou de grande necessidade.

O cargo de delegado é aberto a quem possui o bacharelado em Direito e experiência mínima de três anos em atividade jurídica ou policial. Já a formação exigida para perito varia conforme a área de atuação. Em ambos os casos, é necessário possuir a carteira de habilitação, na categoria B ou superior. Além da seleção para delegado e perito, no primeiro semestre do próximo ano, o departamento já poderá convocar nova seleção para o cargo de agente. Isso porque ainda no primeiro trimestre irá expirar a validade do concurso em andamento para 600 vagas no cargo, que encontra-se em fase de curso de formação, com os novos agentes devendo ser nomeados no início do ano. Desde a edição do Decreto 8.326, no fim do ano passado, a PF pode promover novos concursos para cargos policiais sempre que a quantidade de vagas no respectivo cargo for superior a 5% do total existente ou a critério do ministro da Justiça.

Para o cargo de agente, são admitidos graduados em qualquer área de formação, sendo exigida também a carteira de habilitação. A remuneração nesse caso é de R$7.887,33 (em todos os valores já está incluido o auxílio-alimentação, de R$373). A seleção atual foi aberta no ano passado e atraiu 98.101 inscritos. Também não há seleção em validade para escrivão e papiloscopista, ambos com requisitos e remuneração idênticos ao de agente. Os concursos da PF são tradicionalmente realizados pelo Cespe/UnB, provas objetivas e discursivas, exame de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica, prova prática de digitação (apenas escrivão), avaliação de títulos, prova oral (apenas delegado) e curso de formação profissional. As avaliações são aplicadas em todas as capitais e os aprovados são lotados inicialmente em regiões de fronteira.