Autor: Nuce Concursos

  • BNB – Edital poderá ser publicado no final de maio

    BNBAguardado com expectativa pelos concurseiros que possuem graduação, o concurso público para o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) está bem próximo de ser realizado. A assessoria da instituição confirmou que a intenção é publicar o edital de abertura da seleção até o fim deste mês. A previsão inicial era de que o documento fosse divulgado em abril. O banco não forneceu maiores detalhes do concurso, como o número de vagas e a distribuição de cargos. Entretanto, a instituição confirmou que as oportunidades devem ser para funções que exigem graduação em áreas como Direito, Economia, entre outras. Além dessas carreiras, também deverá contemplar exigências como o mestrado e o doutorado, em cadeiras como Agronomia, Zootecnia e Economia.

    Apesar da intenção de publicar o edital em curto prazo, a empresa que será responsável pelo concurso ainda não foi escolhida. A tendência é que essa definição, assim como as dos principais pontos da seleção, sejam divulgadas somente após a posse do novo presidente, marcada para a próxima semana. Inicialmente, as chances serão para Fortaleza (CE), sede da instituição financeira mas até a abertura, novas lotações podem acontecer.

    O banco realizou o último concurso em 2010, com a intenção de preencher 252 vagas distribuídas entre os cargos de analista bancário (nível médio) e especialista técnico (nível superior). Os vencimentos variavam de R$1.431 a R$7.029,75. A validade da seleção foi encerrada em junho do ano passado, com cerca de 6.600 candidatos classificados.

    As provas objetivas e discursivas tiveram questões de Língua Portuguesa, Matemática, Conhecimentos Bancários e Conhecimentos Específicos a cada função. O concurso contou com muita polêmica, já que houve dificuldade na convocação dos classificados. A instituição contava com muitos funcionários terceirizados, impedindo que novas contratações de efetivos.

    Um outro concurso, para nível médio, foi realizado ano passado, com oferta de 12 oportunidades para a função de analista. Os concorrentes foram avaliados através de provas objetivas e os contratados têm direito a vencimento inicial de R$2.950,58, dos quais R$2.043,36 de vencimentos, R$509,89 de auxílio-refeição e R$397,33 de alimentação, além de outros benefícios. O regime de contratação foi o celetista e o concurso terá validade até 2016.

  • PRF – Corporação dá importante passo rumo à abertura de novo concurso

    PRFUm importante passo foi dado neste mês rumo à realização de um novo concurso para policial rodoviário federal. No último dia 14, voltou a tramitar no Ministério do Planejamento o pedido de autorização para nomeação dos aprovados além do número de vagas na última seleção para o cargo. Após a nomeação de todos os excedentes (766 ao todo), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já poderá abrir o novo concurso, cuja solicitação, para 1.500 vagas, será reenviada ao Planejamento até o fim deste mês, de acordo com o departamento. Com o reenvio, haverá chance da permissão ser concedida ainda este ano.

    O pedido de novo concurso foi encaminhado pela PRF inicialmente em maio do ano passado. De acordo com a solicitação, a realização do concurso é urgente e a única saída para o órgão superar a crise de efetivo pela qual passa. Entre os argumentos apresentados está a existência de mais de cerca de 3 mil vagas ociosas no quadro policial e a possibilidade de até 3.600 aposentadorias aproximadamente até o fim deste ano.

    Também consta no pedido que das 151 delegacias de polícia rodoviária federal, 32 (21,19%) possuem, em média, menos policiais em escala do que o mínimo exigido para a segurança deles próprios. Além disso, mais da metade, 87, funcionam com o efetivo mínimo. Apesar dos dados alarmantes, o pedido foi negado por não ter sido incluído no Projeto de Lei Orçamentária de 2015. Segundo a PRF, o objetivo agora é propor uma programação para o preenchimento das vagas existentes. O cargo de policial rodoviário federal é aberto a quem possui o ensino superior completo em qualquer área, além da carteira de habilitação, na categoria B em diante, e proporciona remuneração inicial de R$7.092,91.

    Prorrogação – A validade do último concurso para policial rodoviário federal, aberto em 2013, foi prorrogada no último dia 11, até 23 de junho do ano que vem. No entanto, obtendo a autorização para nomear todos os aprovados que ainda não foram chamados, a PRF poderá abrir o novo concurso antes mesmo do fim da nova vigência. A seleção de 2013 teve oferta inicial de mil vagas e atraiu 109.769 inscritos em todo o país (cerca de 110 candidatos por vaga).

  • Corpo de Bombeiro/RN espera aval para 100 vagas

    A solicitação está em trâmite desde o ano passado e, de acordo com a área de comunicação do órgão, em função das dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado, o certame ainda não foi liberado para não onerar a folha de pagamento. No entanto, o edital já está praticamente pronto e assim que o aval for concedido a seleção deve ser liberada.

    A organizadora do concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte já está contratada e o processo seletivo será executado pelo Idecan (Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional).

    Para concorrer ao posto de soldado do CBMRN, o candidato deverá possuir ensino médio completo, idade entre 19 e 30 anos, altura mínima de 1,65m, estar quite com as obrigações militares, ter carteira de habilitação na categoria “B” (no mínimo) e possuir ilibada conduta pública e privada.

    Se este processo seletivo for igual ao de 2006, apresentará as seguintes etapas: teste intelectual (prova objetiva) para mensurar os conhecimentos gerais do candidato; exames de saúde; avaliação de condicionamento físico; e curso de formação com duração média de seis meses.

    Em 2006

    O Corpo de Bombeiros lançou um edital com 70 vagas para o curso de formação de soldados.  Na ocasião, a banca organizadora foi a Consultec e, enquanto o candidato frequentasse o curso, a remuneração oferecida correspondia a um salário mínimo vigente.

    A prova objetiva constou de 100 questões que versaram sobre língua portuguesa (20), matemática (20), geografia (20), história (20), atualidades (10) e potencialidade (10).

    Depois da etapa do teste objetivo, os classificados passaram por exames de saúde clínico e antropométrico, de acuidade visual, de avaliação psiquiátrica e odontológico. Além desses, houve alguns exames complementares, sendo eles: de sangue, urina, fezes, raios-X e toxicológico clínico.

    Na avaliação de condicionamento físico, os candidatos tiveram que passar por corrida de média distância, tração em barra fixa, flexão de braço com apoio ao solo, flexão abdominal, natação de 100 metros e subida em escada de 30 metros.

  • Edital do INSS sai ainda em 2015

    inssEncarado por muitos concurseiros como o certame mais esperado do ano, o concurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deve ocorrer no segundo semestre de 2015. O pedido de solicitação para esta seleção tramita desde o ano passado no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). O último concurso do INSS foi realizado em 2011. Para o cargo de técnico, que requer nível médio, a remuneração é de R$ 5.016,87.
    No mês de abril, o deputado federal do PSOL-RJ, Chico Alencar, solicitou um requerimento de informação acerca da realização do concurso.
    No documento, o deputado questionou quando o certame será realizado, para quais cargos, quantas vagas serão abertas e se o MPOG tem ciência do número de servidores do INSS que estão se aposentando e o que está sendo feito em relação a isso.
    De acordo com a justificativa, são 4.730 vagas a serem preenchidas: duas mil para técnico do seguro social (nível médio), 1.150 de perito médico (superior em Medicina) e 1.580 de analista do seguro social (nível superior em várias áreas). O documento do deputado afirma que o déficit de recursos humanos do INSS foi apontado por uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que indicou que o Instituto poderá entrar em colapso devido ao grande número de aposentadorias previstas.
    Segundo o presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps), Alexandre Barreto, a realização de um novo concurso é de extrema urgência. “A abertura do concurso é urgente e inevitável, pois o INSS conta com mais de 10 mil servidores com idade para se aposentar, que só não se desligaram ainda porque recebem abono de permanência”, afirmou.
    Através de uma nota, a pasta informou que será feito um contingenciamento do orçamento aprovado pelo governo federal. Após concretizada essa avaliação, o concurso deverá ser autorizado.

  • Cinco ministérios aguardam aval para abrir 4.912 vagas

    Os ministérios das Comunicações (MiniCom), do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDSC), da Fazenda (MF), das Relações Exteriores (MRE) e do Trabalho e Emprego (MTE) estão com solicitações para realização de concursos, desde 2014, em trâmite no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).
    Juntos, os órgãos poderão selecionar 4.912 servidores em cargos de níveis médio e superior. E a boa notícia é que a liberação desses certames está cada vez mais próxima, visto que a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2015 já foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff e agora só falta a divulgação do contingenciamento orçamentário, previsto para este mês, para que o MPOG comece a autorizar concursos federais.

    Vagas e remunerações

    Do total de postos que deverão ser abertos pelos ministérios, 3.500 são para o Ministério da Fazenda, que pretende realizar concurso para contratar 3.000 assistentes técnicos (salário de R$ 3.671,82) e 500 analistas (R$ 4.884,02), cargos que exigem níveis médio e superior, respectivamente.
    O segundo que contará com mais oportunidades é o Ministério do Trabalho e Emprego. O pedido do órgão ao MPOG é para 847 vagas para o posto de auditor fiscal do trabalho, que requer nível superior e apresenta remuneração de R$ 16.116,64.
    Com 378 ofertas à espera de autorização, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome pretende selecionar profissionais de níveis médio e superior. Porém, o órgão não informou para quais carreiras serão abertas as oportunidades, mas indicou que todas serão para lotação em Brasília (DF).
    O Ministério das Comunicações, por sua vez, está na expectativa para a criação de 187 vagas voltadas para profissionais formados nos níveis médio e superior, com salários de R$ 2.818,72 a R$ 4.278,55. As vagas também serão para trabalhar em Brasília (DF).
    Já o Ministério das Relações Exteriores espera abrir o seu concurso anual para diplomatas do Instituto Rio Branco (IRBr). A banca do certame já foi até escolhida: Cespe/UnB. O salário inicial do cargo, que exige graduação, é de R$ 15.005,26. O número de vagas, no entanto, não foi informado (em 2014, foram abertas 18 oportunidades).

  • INMET – Retomada do concurso depende das retificações no edital

    inmet-logoOs futuros candidatos ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ainda aguardam definições sobre a retomada do concurso, que, inicialmente, conta com 242 oportunidades. Segundo a Consulplan, organizadora, retificações no quadro de vagas serão necessárias, por recomendação da Advocacia Geral da União (AGU). Procurada, a AGU disse, por meio da Assessoria de Comunicação, que “a alteração da data de inscrições do concurso para o Inmet decorre de retificações recomendadas pela unidade da AGU que atua junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao qual o instituto é vinculado”.

    Ainda segundo a AGU, essa determinação visa à adequação do edital em relação aos cargos oferecidos. Até o fechamento desta edição, nenhuma previsão de retomada do concurso foi informada, nem por parte do instituto, nem do ministério. No dia 20 de abril, data estabelecida para o início das inscrições, uma nota publicada no Diário Oficial da União adiou esse começo, alegando motivos técnicos. O concurso tem vagas para cargos de níveis médio, médio/técnico e superior, com remunerações entre R$3.418,83 e R$12.366,69, inclusos os R$373 de auxílio-alimentação. O concurso será válido por dois anos, prorrogável por igual período.

    As vagas são para as carreiras de tecnologista, analista em ciência e tecnologia e pesquisador, de nível superior; e para assistente em ciência e tecnologia e técnico, de nível médio. Desse total, sete são para o Rio de Janeiro, ficando as demais para as cidades de Brasília (165), São Paulo (12), Manaus (8), Belém (9), Recife (10), Salvador (5), Porto Alegre (8), Belo Horizonte (6), Cuiabá (6) e Goiânia (6).
    A seleção compreenderá provas objetivas, discursivas e de títulos.

  • INSS – Deputados aumentam pressão por abertura de novo concurso

    inssNa última quinta-feira, dia 14, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) protocolou um ofício ao ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, solicitando prioridade para o concurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), observando que disso depende o prosseguimento da redução da desigualdade social no país. O documento tem as assinaturas de outros 21 parlamentares federais, que assim como Chico Alencar preocupam-se com o grande déficit de pessoal da autarquia.

    Os deputados que endossam o pedido são Leonardo Picciani (PMDB-RJ), Jean Wyllys (Psol-RJ), Zeca do PT (PT-MS), Glauber Braga (PSB-RJ), Luiz Couto (PT-PB), Flavinho (PSB-SP), Vicentinho (PSB-TO), Edilson Rodrigues (Psol-PA), Ivan Valente (Psol-SP), Bebeto (PSB-BA), Júlio Delgado (PSB-MG), Eduardo Barbosa (PSDB-MG), Marcus Pestana (PSDB-MG), Rubens Bueno (PPS-PR), Afonso Motta (PDT-RS), Giovani Cherini (PDT-RS), Daniel Almeida (PCdoB), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Heitor Schuch (PSB-RS), Ronaldo Fonseca (Pros-DF) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

    No documento (que pode ser consultado no anexo abaixo), os parlamentares alegam risco de colapso da autarquia, caso o concurso não seja realizado, conforme constatou o Tribunal de Contas da União (TCU). Além disso, destacam a importância do bom funcionamento da Previdência Social, para que haja redução da desigualdade social. O ofício, segundo Chico Alencar, será um bom teste para o governo. “A grande questão será saber como reage este governo entre a necessidade social e o ajuste fiscal. Até onde vai o poder de Joaquim Levy e a sua política de arrocho. Será um forte teste para este governo, que deveria priorizar a necessidade social, e não deixá-la de lado, por motivos financeiros”, assinalou. O ofício foi entregue após o Ministério do Planejamento responder ao requerimento de informação (RIC 163/2015) do deputado Chico Alencar, sobre o concurso. Apesar da resposta subjetiva da pasta, que não assegurou uma previsão de autorização, nem quantas vagas serão liberadas, o parlamentar segue pressionando o Planejamento para dar o aval.

    O concurso, segundo o Planejamento, foi analisado parcialmente no contexto do Orçamento deste ano. A resposta subjetiva da pasta, segundo Chico Alencar, está ligada ao contingenciamento orçamentário, a ser anunciado pela presidente Dilma Rousseff. É que, somente após esse corte o governo e seus ministérios saberão com quais verbas poderão atuar. O INSS solicita 4.730 vagas, sendo 2 mil de técnico do seguro social, de nível médio, 1.580 de analista do seguro social, de nível superior, e 1.150 de perito médico, para graduados em Medicina. Os rendimentos são de R$4.620,91 para técnico, R$7.504,45 para analista e R$10.559,64 para perito.

    Concurso é prioridade, garante ministro do Planejamento à deputada Simone Morgado

    O concurso do INSS é prioridade no Ministério do Planejamento. Quem garantiu foi o próprio titular da pasta, Nelson Barbosa, em encontro com a deputada Simone Morgado (PMDB-PA), no último dia 6, em audiência na Câmara dos Deputados. A parlamentar é uma das que lutam pelo concurso, e tem pressionado o Planejamento a dar o aval o mais rápido possível. Ela também enviou na última quinta-feira, dia 14, um ofício ao titular do Planejamento, cobrando a seleção – este documento também está disponível no anexo abaixo. “O concurso tem que ser realizado. No estado do Pará, após a criação do Plano de Expansão das Agências (PEX), há 14 unidades prontas para serem inauguradas. Quatro delas estão fechadas desde o ano passado, por falta de servidores. Um gerente executivo do INSS me informou que as outras dez estão com a obra física concluída, mas falta mão de obra. É preciso que o governo dê atenção a essa questão.”

    Diante desse cenário, Simone Morgado conversou com o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, que confirmou a negociação das vagas do concurso com o Ministério do Planejamento. A parlamentar também cobrou a seleção ao ministro Nelson Barbosa, que apontou o concurso do INSS como prioritário. “Nelson Barbosa me disse que o concurso do INSS é a prioridade na pasta, mas não revelou uma data para autorizá-lo. Diante disso, protocolei o ofício, e irei marcar uma reunião com o ministro para que me informe uma previsão”, assinalou. A prioridade de Barbosa, confirmada por Simone Morgado, ratifica a informação de uma fonte ligada ao Planejamento, que assegurou o aval do concurso neste ano.

    A deputada observa que a demanda do INSS aumentará em novembro, quando os pescadores começarão a receber o seguro defeso, conforme os decretos nº 8.424 e nº 8.425. Esse novo benefício, de acordo com Simone, aumentará a procura nas agências. “Se não há servidores, como os atendimentos serão feitos? O concurso precisa ser autorizado imediatamente”, pontuou. Todos esses questionamentos foram apresentados ao ministro no ofício. A parlamentar acrescentou que, somente no Pará, são necessários pelo menos 249 técnicos, 76 analistas e 59 peritos. A deputada afirmou ainda que a crise econômica do país não pode atrapalhar o concurso. “Uma questão é o ajuste fiscal, e outra é que o país não pode parar. Precisamos separar o joio do trigo. O INSS precisa de servidores para exercer suas funções, garantir bons atendimentos e servir bem a população.”

    Seleção também é cobrada pela Anasps

    A preocupação dos parlamentares com o concurso é motivada pela grande necessidade de pessoal no INSS, além das iminentes aposentadorias. Dados apontados em recente auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que a seleção da autarquia é inevitável. Segundo o maior órgão de fiscalização do país, entre 2010 e abril de 2013 havia uma vacância de 5.054 servidores, sendo 3.253 somente na carreira de técnico, número que, muito provavelmente, aumentou nos últimos meses. Além disso, o TCU informa que há mais de 10 mil servidores (incluindo analistas e peritos médicos) em abono de permanência, isto é, que já possuem condições para requerer aposentadoria.

    Diante dos números, o  ministro-relator da auditoria, Aroldo Cedraz, salientou que a situação “representa um risco de colapso no atendimento aos usuários do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), caso venha a ocorrer um movimento em massa de solicitações de aposentadoria, resultado de eventuais mudanças no cálculo da referida gratificação”. Por conta dessa necessidade, a Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps) também tem cobrado o concurso. Segundo o presidente da Anasps, Alexandre Lisboa, o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, negocia o número de vagas a serem liberadas com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. A Anasps, no entanto, segue otimista em relação ao aval do Ministério Planejamento ainda este ano. A associação cogita, porém, a contratação dos aprovados somente em 2016. A grande carência de pessoal, porém, deve ser vista como algo positivo, pois além da oferta estipulada em edital, certamente muitas outras deverão surgir durante o prazo de validade do concurso.

    Continuar estudando – Independentemente da oferta de vagas que será autorizada pelo Planejamento, os futuros candidatos devem manter a preparação em dia, para obterem a melhor classificação possível. No último concurso para a carreira, os concorrentes foram avaliados por meio de prova objetiva com 60 questões, sendo 20 de Conhecimentos Gerais e 40 de Conhecimentos Específicos.

  • O Governo de Pernambuco anunciou que fará concurso com 2.366 vagas em diversos cargos

    O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, afirmou na última semana que serão lançados em breve novos concursos no Estado para preencher 2.366 vagas de níveis médio e superior nos órgãos operativos da Secretaria de Defesa Social (SDS).

    Serão realizados três concursos para as Polícias Militar, Civil e Científica. Segundo o gerente geral de articulação e integração institucional e comunitária da SDS, Manoel Caetano, a previsão é que os concursos sejam realizados no segundo semestre deste ano com provas de conhecimentos, testes físicos, médicos e psicológicos, além da investigação social. O curso de Formação deverá acontecer no início de 2016.

    Os certames terão 1.500 vagas de soldado para a Polícia Militar; 500 ofertas para agente e 50 para escrivães da Polícia Civil; além de 316 oportunidades na Polícia Científica para os cargos de médico legista, perito criminal, auxiliar de perito, auxiliar de legista e papiloscopista.

    De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, os preparativos para a seleção estão na fase da definição das pessoas que integrarão as comissões das Polícias Civil, Militar e Científica que farão a elaboração do Termo de Referência, com vistas a contratação da instituição que irá realizar o certame. Essa instituição e a comissão do concurso serão responsáveis pela elaboração do edital do concurso.

    Concursos anteriores

    A Polícia Militar de Pernambuco (PM/PE) realizou seu último concurso para soldados em 2009 com organização da Upenet. Na ocasião foram oferecidas 2.100 vagas para o posto, que exige nível médio, Carteira Nacional de Habilitação e idade entre 18 e 28 anos, além de altura mínima de 1,65 m para homens e de 1,60 m para mulheres. A seleção teve 103.010 inscritos.

    Já a Polícia Científica de Pernambuco promoveu seu último processo seletivo em 2007. Foram abertas 254 ofertas distribuídas em funções de níveis fundamental, médio e médio/técnico. A organizadora escolhida também foi a Upenet. O processo seletivo apresentou chances para os postos de auxiliar de legista, auxiliar de perito (12), assistente administrativo (89), técnico em radiologia (15), motorista (34) e auxiliar de serviços (55). As remunerações ficaram entre R$ 380 e R$1.268,30.

  • PRF – Alerta ligado no departamento, que busca autorização para 1.500 vagas

    PRFMetade das delegacias apenas com o efetivo mínimo para funcionamento; outras com menos policiais de plantão do que o mínimo necessário para a garantia de sua própria segurança; fechamento de postos por falta de pessoal; impossibilidade de fazer frente a demandas como o combate ao tráfico de drogas, armas e seres humanos nas regiões de fronteira e chance de perder mais de 30% do efetivo por aposentadoria, até o fim deste ano, o que deixaria o quadro menor do que o de quase 20 anos atrás. Esses foram alguns dos motivos que fizeram a Polícia Rodoviária Federal (PRF) pedir ao Ministério do Planejamento autorização para a abertura em 2015 de concurso para 1.500 vagas, visando à recomposição urgente do seu quadro policial.

    Mesmo com o cenário alarmante, a solicitação, que chegou ao Planejamento em maio do ano passado, foi devolvida em dezembro ao Ministério da Justiça, pasta à qual a PRF é subordinada, pelo fato de não ter sido incluída no Orçamento da União deste ano. Mas aqueles que estão se preparando para a seleção podem ficar tranquilos, pois o departamento já informou que renovará o pedido para que possa ser incluído na proposta orçamentária de 2016, o que precisa ser feito até o dia 31 deste mês. A medida manterá a possibilidade de a seleção ser autorizada ainda este ano, visto que o preenchimento das vagas só terá impacto no orçamento do próximo ou até mesmo em 2017, dependendo de quando o concurso for concluído.

    De acordo com a PRF, a intenção é propor uma programação para que sejam preenchidas as cerca de 3 mil vagas em aberto no quadro de policiais rodoviários federais. O departamento ressaltou, no entanto, que tem trabalhado o efetivo da melhor forma possível, fazendo a gestão por controle estatístico, procurando em áreas mais críticas. A corporação afirma que dessa forma tem reduzido os números de acidentes, feridos e mortos.

    Os dados citados no início deste texto, no entanto, são menos animadores com relação ao cumprimento da missão do órgão. As informações constam no pedido de concurso devolvido pelo Planejamento, que foi assinado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Segundo argumentou o ministro no documento, a seleção é o único meio de ampliar o efetivo, a fim de fazer frente às demandas atuais e às novas necessidades do governo e da sociedade. O departamento ainda conta com a possibilidade de convocar cerca de 700 aprovados do último concurso, o que, entretanto, não supriria totalmente a demanda.

    As novas contratações também diminuiriam o risco de ações judiciais contra a União, em função da crise de efetivo existente. Isso porque, também conforme o pedido de concurso, por conta da falta de policiais em postos de grande importância para o país, o Ministério Público Federal vem propondo ações civis públicas para o aumento do efetivo, assim como instaurando inquéritos administrativos, gerando uma situação de resolução inviável, segundo Cardozo, justamente em função do quadro reduzido em todo o país.

    Possibilidade de 3.600 aposentadorias

    Quando o pedido de novo concurso foi feito, em maio do ano passado, a PRF contava com 10.067 policiais em atividade, efetivo insuficiente para cobrir os 76 mil quilômetros de rodovias e estradas federais e ainda atender a outros programas e projetos que demandam a atuação da corporação. Ao solicitar o novo concurso, o ministro Cardozo lembrou, por exemplo, que os planos do governo preveem um aumento considerável do policiamento nas fronteiras e na área da Amazônia Legal. O reforço das fronteiras para o combate ao tráfico de armas e drogas foi, inclusive, um compromisso assumido pela presidente Dilma Rousseff ao tomar posse para o segundo mandato, no início deste ano.

    Entretanto, o ministro da Justiça argumentou que a área de fronteira requer implementação de policiamento especializado, sobretudo para combater o tráfico de drogas, armas e seres humanos, ao passo que o número atual de policiais não é suficiente para fazer frente nem sequer às demandas comuns do policiamento rodoviário, o que é feito por meio de jornada ininterrupta, em mais de 500 unidades operacionais espalhadas pelo país.

    E o que já é ruim ainda pode ficar muito pior. O motivo é que com a possibilidade de até 3.600 aposentadorias aproximadamente, somente até o fim deste ano, o departamento pode ficar com um efetivo de cerca de 7.450 policiais apenas, já considerando o recente ingresso dos mil aprovados no concurso do ano passado. Para que se possa comparar: em 1996 a PRF contava com 8.960 policiais, sendo que de lá para cá, além das atribuições, aumentaram também a população e a frota de veículos. Enquanto a população brasileira saltou de 157 milhões para 204 milhões de 1996 para cá, a frota de veículos mais do que triplicou: ela era de aproximadamente 24,3 milhões em 1998 (de acordo com as estatísticas oficiais mais antigas disponíveis), passando de 87,3 milhões nos dias atuais.

    Caso o governo não tome as medidas necessárias, a redução do quadro poderá aumentar ainda mais a insegurança dos policiais rodoviários federais em atividade. Segundo consta no pedido de concurso, das 151 delegacias de polícia rodoviária federal, 32 (21,19%) são as que possuem, em média, menos policiais em escala do que o mínimo exigido para a segurança deles próprios. Já as que funcionam com o efetivo mínimo são 87.

    A inércia com relação à perda de efetivo também fará com que a PRF tenha que continuar fechando postos em todo o país, e também poderá comprometer a atuação da corporação na segurança de grandes eventos, em especial os Jogos Olímpicos, no ano que vem, e a Copa América de futebol, em 2017. Outros projetos também poderão ficar prejudicados, como o Rodovida, para a redução do número de acidentes de trânsito, em atenção à meta definida pela Organização das Nações Unidas (ONU), e aqueles que visam ao combate ao tráfico de drogas e à atenção aos seus usuários, sobretudo no caso do crack. Diante do caos que se vislumbra, fica ao menos uma certeza: mesmo que sofra atraso, o novo concurso da PRF é inevitável.

    Especialista vê possibilidade de caos

    Vivendo a realidade do departamento há dez anos, o policial rodoviário federal e especialista em concursos públicos Leandro Macedo acredita que a crise de efetivo vivida pela PRF pode levar a um caos no cumprimento de suas atribuições. “Imagine chegar a um efetivo de quase 50% do previsto, com aumentos sucessivos da frota de veículos e da população?”, indagou, apontando a abertura urgente de concurso como a solução em respeito à população.

    Para Macedo, é evidente que o caos se instalará nas rodovias federais em razão do fechamento de postos, da pouca quantidade de policiais rodoviários federais nas ruas e da possibilidade de mais de 3.500 aposentadorias até o fim deste ano. Segundo ele, porém, a culpa pela situação não pode ser atribuída ao departamento ou ao ministro da Justiça. “É a Presidência da República que deve inserir essa necessidade na Lei Orçamentária Anual, para que o Ministério do Planejamento possa dar a autorização para o concurso.”

    O especialista avaliou que mesmo o preenchimento de todas as 13.098 vagas previstas em lei seria insuficiente para fazer frente à necessidade de patrulhamento dos mais de 76 mil quilômetros da malha viária federal e às atribuições que vêm sendo adquiridas pelo departamento, devendo, portanto, ser modificada a lei da carreira (9.654/98).

    “Basta você pensar que muitos municípios têm um efetivo nas ruas maior em números absolutos que o da PRF”, afirmou. Nesse sentido, uma saída seria a contratação de mais servidores administrativos, já que, segundo Macedo, um percentual expressivo das atribuições dessa categoria é desempenhado diretamente por policiais, o que, por consequência, diminui o efetivo nas ruas.

    Coordenador do curso LM Concursos, Leandro Macedo apontou ainda outras medidas necessárias, como o maior investimento em fiscalização eletrônica e reforço dos pilares educação, engenharia e fiscalização, para a diminuição dos acidentes de trânsito, que, em sua opinião, têm reduzido por fatores externos, como o menor acesso sobretudo de jovens a carros, por conta da desaceleração da economia.

    Inicial de R$7,1 mil

    O cargo de policial rodoviário é um dos mais visados por aqueles que buscam uma vaga na área de segurança pública federal. Para ingressar na função, basta possuir o ensino superior completo em qualquer área, além da carteira de habilitação, na categoria B em diante. A carreira proporciona estabilidade, em função da contratação pelo regime estatutário, e remuneração inicial de R$7.092,91, incluindo o auxílio-alimentação, que é de R$373.

    Para os interessados em participar da próxima oportunidade, a orientação dos especialistas é estudar com base no último concurso, que foi aberto em 2013. A seleção foi organizada pelo Cespe/UnB e compreendeu provas objetivas e discursivas, exame de aptidão física (testes de flexão em barra fixa, de impulsão horizontal, de flexão abdominal e de corrida de 12 minutos), avaliações médica, psicológica e de títulos, além de investigação social e do curso de formação. Em todo o país, foram registrados 109.769 inscritos para as mil vagas em oferta (cerca de 110 candidatos por vaga).

    As provas foram sobre Língua Portuguesa, Matemática, Ética no Serviço Público, Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Processual Penal, Legislação Especial, Direitos Humanos e Cidadania, Legislação Relativa à PRF e Física Aplicada à Perícia de Acidentes Rodoviários.