O Ministério da Fazenda aguarda o sinal verde do Ministério do Planejamento para preencher, pelo menos, 5.500 vagas em concursos planejados para este ano. Desse total, 3 mil são para assistente técnico-administrativo, função que exige nível médio e tem remuneração de R$3.671,82. A lotação da maior parte desses servidores ocorre, tradicionalmente, na Secretaria da Receita Federal, autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda. A expectativa é de que a análise do pedido de concurso seja acelerada após a aprovação do orçamento da União, que deverá ocorrer na próxima terça, dia 3.
O concurso para a área administrativa do Ministério da Fazenda, em especial para o cargo de assistente técnico-administrativo, costuma atrair um grande número de candidatos, não só pela possibilidade de conquistar um emprego com estabilidade, mas também pelas remunerações, consideradas atrativas. Já foram promovidos três concursos para a função, e o último, realizado no ano passado, teve 263.770 inscritos, concorrendo a 1.026 vagas.
Segundo informou o presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Administrativos do Ministério da Fazenda (SindFazenda), Luís Roberto da Silva, a solicitação está defasada: “O pedido deveria ser de 5 mil vagas, número correspondente ao déficit apontado pelo próprio Ministério da Fazenda, em 2013. A permanência dos atuais servidores é incerta. Precisamos de uma reestruturação da carreira, a fim de conter a saída de pessoal”, declarou o sindicalista.
Especialistas garantem que, pelo fato de todos os concursos da Fazenda serem organizados pela Escola de Administração Fazendária (Esaf), o conteúdo programático e a estrutura das provas deverão ser praticamente os mesmos: “A banca explora a fundo todo o conteúdo do edital. Faz muitas correlações entre os assuntos. É focar em exercícios, depois de aprender os princípios teóricos básicos”, afirmou o professor Wilson Granjeiro, do Gran Cursos.
Assistente técnico-administrativo : veja programa do último concurso
PROVA 1. CONHECIMENTOS BÁSICOS
LÍNGUA PORTUGUESA: 1. Compreensão e interpretação de textos. 2. Ortografia oficial. 3. Acentuação gráfica. 4. Emprego das classes de palavras. 5. Emprego do sinal indicativo de crase. 6. Sintaxe da oração e do período. 7. Pontuação. 8. Concordância nominal e verbal. 9. Regência nominal e verbal. 10. Significação das palavras. 11. Redação Oficial: Manual de Redação da Presidência da República. 12. Redação de correspondências oficiais: documentos oficiais utilizados pelas instituições públicas brasileiras.
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO: Matemática: 1. Numeração; 2. Números naturais: múltiplos, divisores, divisibilidade e restos; 3. M.D.C. e M.M.C.; 4. Números fracionários e Operações com frações; 5. Números Decimais e Dízimas Periódicas; 6. Sistemas de Unidade, Notação Científica e Bases não Decimais; 7. Razões e Proporções; 8. Escalas; 9. Divisão Proporcional; 10. Regra de Três Simples ou Composta; 11. Porcentagem; 12. Teoria dos Conjuntos: Conjuntos Numéricos; Relações, Funções de Primeiro e Segundo Grau; 13. Noções de Probabilidade e Estatística Descritiva; 14. Noções de Lógica; 15. Matemática Financeira; 16. Aplicações e Operações com Inequações; 17. Sequências e Progressões Aritméticas e Geométricas; 18. Operações com Matrizes, Logaritmos, Raízes e Radicais, Fatoração Algébrica; 19. Raciocínio Lógico: Estruturas lógicas, Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões, Lógica sentencial (ou proposicional), Proposições simples e compostas, Tabelas-verdade, Equivalências, Diagramas lógicos, Lógica de primeira ordem, Princípios de contagem e probabilidade, Operações com conjuntos, Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais.
CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA: 1. Conhecimentos básicos de linguagens de programação relativos a Lógica e Estrutura de programação. 2. Conceitos básicos de Datamining e Datawarehouse. 3. Conceitos básicos de armazenamento de dados. Banco de Dados Relacional. 4. Conceitos básicos sobre a arquitetura e administração de Banco de Dados. 5. Conhecimentos básicos de ambiente de servidores: Estrutura de servidores físicos e virtualizados. 6. Conceito de Computação em Nuvem (Cloud Computing). 7. Conceitos e modos de utilização de aplicativos para edição de textos, planilhas e apresentações. 8. Conceitos e modos de utilização de ferramentas e aplicativos de navegação na Internet, correio eletrônico, redes sociais, grupos de discussão e de busca. 9. Conceitos básicos sobre ameaças e segurança da informação.
ATUALIDADES: 1. Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade. 1.1. Movimentos culturais no mundo ocidental e seus impactos na vida política e social. 1.2 O debate sobre a legalização das drogas e seu impacto sobre as políticas públicas e sobre a sociedade. 1.3 Tecnologia e educação. 2. Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado. 2.1. Movimentos sociais na era da internet. 2.2 Conselhos de políticas públicas. 2.3. Instrumentos de participação e controle social. 3. Transformações das estruturas produtivas e influência da economia na sociedade global. 3.1. A globalização e as novas tecnologias de telecomunicação e suas consequências econômicas, políticas e sociais. 3.2. Poder econômico e responsabilidade social. 3.2.1 Norma Brasileira de Diretrizes sobre Responsabilidade Social – ABNT NBR ISO 26000 : 2010. 3.3 Educação e trabalho. 4. Desenvolvimento Sustentável e Administração Pública. 4.1. Origem e evolução do conceito de Desenvolvimento sustentável. 4.2. Questões ambientais contemporâneas: mudança climática, efeito estufa, chuva ácida, biodiversidade. 4.3. A nova ordem ambiental internacional – Rio/92, Agenda 21, Rio + 20. 4.4. O serviço público e os desafios da sustentabilidade: Agenda Ambiental da Administração Pública; Contratações Sustentáveis, Plano de Logística Sustentável.
PROVA 2. CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
GESTÃO DE PESSOAS E DO ATENDIMENTO AO PÚBLICO. 1. Desafios da Ouvidoria Pública no Brasil. 2. Carta de Serviços ao Cidadão. Decreto nº 6.932/2009. 3. Lei de Acesso a Informação – Lei 12.527/2011. 4. Aprendizagem e Comportamentos Organizacionais. 5. Comunicação Eficaz. 6. Motivação. 7. Formação e Desenvolvimento de Equipes. 8. Administração de Conflitos e Gestão da Mudança. Clima e Cultura Organizacionais.
ÉTICA DO SERVIDOR NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: 1. Ética e moral. 2. Ética, princípios e valores. 3. Ética e democracia: exercício da cidadania. 4. Ética e função pública. 5. Ética no Setor Público. 5.1. Decreto nº 1.171/1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal) 5.2. Resoluções 1 a 10 da Comissão de Ética Pública da Presidência da República.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA. 1. Conceito de Administração Pública. 2. Princípios da Administração Pública. 3. Hierarquia. Poder Hierárquico e suas Manifestações. 4. Poderes do Estado. 5. Formação e Organização da Administração Pública Brasileira. Concentração. Desconcentração e Descentralização. 6. Decreto-Lei nº 200/1967. 7. O Brasil e sua Administração Pública: Da República velha aos dias atuais. Nascimento e Afirmação da República Brasileira. Aspectos Fundamentais na Formação do Estado Brasileiro. Teorias das Formas e dos Sistemas de Governo. 8. Análise Crítica aos Modelos de Gestão Pública: patrimonialista, burocrático e gerencial. 9. Controle Interno e Externo da Administração Pública. Lei nº 8.443/92. 10. Medidas Organizacionais para o Aprimoramento da Administração Pública Federal. Manual de Orientação para Arranjo Institucional de Órgãos e Entidades da Administração Pública Federal. 11. Manual Técnico de Orçamento- MTO-2014. 12. Processo Administrativo em Âmbito Federal.
REGIME JURÍDICO DOS AGENTES PÚBLICOS. 1. Normas Constitucionais Pertinentes aos Servidores Públicos. 2. Direitos, Deveres e Proibições do Servidor Público e seu Regime Disciplinar. 3. Formas de Provimento e Vacância do Cargo Público. 4. Seguridade Social do Servidor. 5. Lei nº 8.429/1992: Disposições Gerais, Atos de Improbidade Administrativa. 6. Decreto nº 7.203/2010. 7. Decreto-Lei nº 2.848/1940: Artigos 153; 296; 311-A/337-A e 359-A/359-H.
Oportunidades também para o nível superior
Outro cargo que também será contemplado no concurso para a área de apoio do Ministério da Fazenda é analista técnico-administrativo, que exige graduação em qualquer área e tem iniciais de R$4.884,02. O pedido feito ao Ministério do Planejamento foi de 500 vagas. Os quantitativos foram informados pelo presidente do Sindfazenda, Luís Roberto. Procurado pela FOLHA DIRIGIDA, o Ministério da Fazenda não negou a informação, porém não quis comentá-la.
É possível que 50% das vagas do último concurso, válido até junho, ainda possam ser autorizadas para convocar excedentes. Se isso ocorrer, a tendência é que o prazo não seja prorrogado por mais um ano. Além disso, o fato da validade ser estendida até junho do ano que vem, não impossibilitaria a autorização. Isso porque, até o edital ser divulgado (após a autorização o órgão tem seis meses para isso), as provas aplicadas e os resultados finais homologados, a prorrogação já terá terminado ou estará bem próxima disso.
Área fiscal – Além dessas oportunidades, também foi solicitada uma seleção para auditor-fiscal e analista-tributário, para atuação na Receita Federal. Ambas exigem ensino superior em qualquer área. O pedido foi de 2 mil vagas para a primeira função, que dá direito a uma remuneração de R$16.116,94; e para analista, carreira que tem ganhos de R$9.629,42, o número de vagas ainda não foi informado. O processo referente aos concursos da Receita Federal está em análise em coordenação da Secretaria de Gestão Pública do Planejamento desde o início de junho do ano passado, quando foi recebido na pasta. O esperado é que a tramitação torne a avançar logo após a aprovação do orçamento, previsto para ser votado na próxima semana. A sanção da Lei Orçamentária Anual de 2015 autoriza a realização da maior parte dos concursos e nomeações previstos para este ano.
A Receita ainda aguarda a permissão para nomear 272 excedentes (aprovados fora do número de vagas) do concurso do ano passado, cuja validade expira em julho. Somente após isso é que o novo concurso deverá ser autorizado. Porém, as convocações não serão suficientes para suprir a demanda e, segundo a presidente do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita (Sindireceita), Sílvia Felismino, cerca de 1.800 vagas deveriam ser preenchidas por ano.