Tag: concurso público

  • TRE-RN: confirmado concurso para técnico e analista judiciários

    Os interessados em ingressar na área de apoio do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) já podem começar a intensificar os estudos. O órgão autorizou a realização de concurso este ano, para formação de cadastro de reserva, nos cargos de técnico e analista judiciários. A expectativa é que o edital seja publicado a partir do segundo semestre. Segundo informações da Secretaria de Gestão de Pessoas do tribunal, nos próximos dias será anunciada a criação de comissão interna, que irá definir diretrizes e escolher a empresa responsável pela seleção.

    Seguindo a tabela de remuneração no site do órgão, os vencimentos iniciais para a carreira de técnico, que exige apenas o nível médio, são de R$ 5.365,92. Já os analistas, cujo requisito é graduação, começam com ganhos mensais de R$ 8.803,97. Ambos têm carga horária de trabalho de 40 horas semanais. O último concurso realizado pelo TRE-RN foi em 2010. Na ocasião, foram ofertadas uma vaga para técnico e uma para analista, além de oportunidades de cadastro de reserva. A validade dessa seleção termina no mês de julho desse ano.

  • TRE-PB: confirmado concurso para técnico e analista judiciários. Edital em junho.

    Boa notícia para os interessados em fazer parte do quadro de pessoal do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB): foi confirmado para o dia 7 de junho a divulgação do edital do próximo concurso para técnico e analista judiciários. As oportunidades oferecidas serão para as áreas administrativa com vagas para os níveis médio e superior, e específicas.

    O desembargador João Alves, presidente do Tribunal Regional da Paraíba, afirmou que a seleção visa ao preenchimento de 20 vagas ou mais para cargos efetivos. Para a área administrativa, a previsão é de que sejam oferecidas seis  vagas para técnico judiciário (nível médio) e duas vagas para analista judiciário (nível superior). Já para áreas específicas serão oferecidas uma vaga para técnico judiciário para operação de computadores e outra para técnico judiciário com especialidade em programação de sistemas.

    Os salários para analista são de R$ 8.863,84 e para técnico de R$5.425,79. Além disso, há auxilio-alimentação de R$799.

  • PF: EDITAL DE 558 VAGAS NO SEGUNDO SEMESTRE

    Está cada vez mais próxima a realização do concurso público da Polícia Federal (PF) para os cargos de delegado e perito, anunciados em março pelo órgão. Segundo responsáveis pelo setor de recrutamento e seleção da corporação, na última semana o processo do concurso retornou à PF para que fossem atualizadas as informações do impacto financeiro das novas contratações. A atualização já foi feita e encaminhada para análise junto ao Ministério da Justiça, que repassará as informações ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), último passo para que possa ser dado início ao processo de elaboração dos editais.

    Com isto, segundo os responsáveis pelo setor de recrutamento, a intenção é de que a publicação dos editais ocorra no segundo semestre, com aplicação das provas prevista para o início de 2016.

    Ao todo serão oferecidas 558 oportunidades, sendo 491 para delegado e 67 para perito. Para concorrer a perito é necessário possuir curso de nível superior em áreas específicas e para delegado, superior em direito, com pelo menos três anos de atividade jurídica ou policial, comprovados na data da posse. As remunerações iniciais para estas carreiras, atualmente, são de R$ 16.830,85, com jornada de trabalho de 40 horas semanais.

    De acordo com o decreto 8.326, publicado pela presidente Dilma Rousseff, em 10 de outubro de 2014, a realização de concursos para as carreiras policiais não depende mais de autorização por parte do MPOG, podendo ocorrer assim que constatada a necessidade de pelo menos 5% do total de servidores. Porém, o decreto determina que o órgão encaminhe um documento ao Ministério do Planejamento, no sentido de consultar as condições orçamentárias, processo que já está em fase final, com o reenvio do processo ao Ministério da Justiça  na última semana.

    Assim como no último concurso da Polícia Federal para estes cargos, o preenchimento das vagas será prioritariamente nos postos de fronteira e nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima, permitindo a remoção de servidores que já atuam nestas localidades. Obedecida estas condições, o preenchimento também pode ser feito em todos os estados, de acordo com as necessidades. As provas costumam ser aplicadas em todas as capitais e no Distrito Federal, exceto o exame oral, que ocorre somente em Brasília (DF).

    Concurso anterior da Polícia Federal

    Para os dois cargos, a PF lançou, em 2012, edital de concurso público. Na ocasião, a banca organizadora do certame foi Cespe/UnB.

    Para perito, o concurso Polícia Federal contou com provas objetivas e discursiva, testes de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica e análise de títulos. A parte objetiva teve 120 itens, sendo 50 de conhecimentos básicos e 70 de conhecimentos específicos. Os aprovados em todas as fases foram submetidos a um curso de formação profissional.

    No caso de delegado, o Cespe/UnB formulou provas objetiva e discursiva, exames de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica, análise de títulos e prova oral, além do curso de formação. A parte objetiva contou com 120 questões e a discursiva, com três questões dissertativas e elaboração de peça profissional.

    Na época, o concurso da PF apresentou mais de 80.000 inscritos. Para perito foram registrados 35.800 inscritos para a oferta de 100 vagas e para delegado, 46.633 participantes para 150 oportunidades.

    Para perito, as opções foram para áreas de ciências contábeis ou econômicas, engenharia em diversas especialidades, ciências da computação, geologia, química, biomedicina, medicina, odontologia e farmácia.

  • TCE-CE: Saíram editais para os níveis médio e superior.

    O Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) divulgou no fim da tarde desta terça-feira, dia 7, os três editais dos concursos para cargos de 2º e 3º graus. A oferta total é de 48 vagas, distribuídas pelas funções de técnico de controle externo (10), de nível médio, analista de controle externo (36), conselheiro substituto/auditor (1) e procurador de contas (1), todos de nível superior. As remunerações são de R$ 6.310,92 para técnico, R$ 8.015,23 para analista, R$ 28.947,55 para conselheiro substituto/auditor e de R$ 30.471,11 para procurador de contas. O concurso terá validade de um ano, prorrogável por mais um.

    As inscrições serão abertas na próxima segunda-feira, dia 13, no site da Fundação Carlos Chagas (FCC), organizadora, e poderão ser realizadas até o dia 15 de maio. As taxas cobradas serão de R$95 para técnico, R$145 para analista e R$ 300 para conselheiro e procurador. Poderão pedir isenção aqueles que foram doadores de sangue, servidores públicos estaduais e que estudam ou concluíram seus estudos no ensino público, além de alunos pertencentes a famílias com renda de até dois salários mínimos. O prazo para solicitar isenção vai do dia 13 ao dia 17 de abril.

    Para o cargo de técnico de controle externo, serão aplicadas apenas provas objetivas. Já para analista de controle externo, além das provas objetivas, serão realizadas avaliações discursivas e de títulos. Enquanto isso, os candidatos aos cargos de conselheiro substituto (auditor) e procurador de contas passarão, além de todas estas etapas, por prova oral.

    Clique aqui e confira o edital

  • TSE: avança projeto que cria 673 vagas para os TREs

    A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 25 de março, o projeto de lei 7990/2014, que visa criar nada menos do que 673 vagas para preenchimento por meio de concursos públicos nos diversos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do país, para a área de tecnologia da informação. Do total de oportunidades, 255 são para técnicos, com exigência de ensino médio, e 418 para analistas, para quem possui curso de nível superior. As remunerações iniciais são de R$ 5.365,92 para os técnicos e R$ 8.803,97 para analistas.

    De acordo com o parecer do relator, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD/SP), a área de tecnologia da informação dos tribunais tem apresentado uma grande carência de servidores, devido às novas atividades, surgidas em 2005 e que ainda estão em andamento, tais como o processo judicial eletrônico, a implementação da identificação biométrica do eleitor, sistemas para garantir o voto em trânsito, acessibilidade a portadores de necessidades especiais, plebiscito e consultas populares simultâneos às eleições e alterações no banco de dados e nos sistemas para possibilitar o cadastramento biométrico.

    Agora, o projeto deve passar pelas comissões de finanças e tributação, e de constituição e justiça e de cidadania para que possa ser votada em plenário.

    A proposta, do Tribunal Superior Eleitoral (TST), contempla as determinações da resolução 90/09 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece as diretrizes sobre a constituição do quadro de pessoal da área de tecnologia da informação.

    Distribuição

    A distribuição de vagas por cargos, em cada estado, é a seguinte: São Paulo (37 analistas e 59 técnicos), Acre (seis analistas e 11 técnicos), Alagoas (dez analistas e oito técnicos), Amazonas (quatro analistas e 14 técnicos), Amapá (três analistas e dois técnicos), Bahia (19 analistas e 13 técnicos), Ceará (15 analistas e três técnicos), Distrito Federal (13 analistas e 11 técnicos), Espírito Santo (12 analistas), Goiás (14 analistas), Minas Gerais (oito analistas e 15 técnicos), Mato Grosso do Sul (nove analistas e oito técnicos), Mato Grosso (seis analistas e 11 técnicos), Pará (16 analistas), Paraíba (sete analistas e quatro técnicos), Pernambuco (sete analistas e dez técnicos), Piauí (16 analistas e 11 técnicos), Paraná (12 analistas e três técnicos), Rio de Janeiro (27 analistas e 14 técnicos), Rio Grande do Norte (seis analistas e oito técnicos), Rondônia (seis analistas e seis técnicos), Roraima (seis analistas e cinco técnicos), Rio Grande do Sul (13 analistas e cinco técnicos), Santa Catarina (dez analistas e cinco técnicos), Sergipe (seis analistas e quatro técnicos), Tocantins (12 analistas e oito técnicos) e para o TSE (110 analistas e 255 técnicos).

    Atualmente, o TSE cuida de 90 sistemas, mas existem mais 150 em produção, diversos em âmbito nacional. Além disso, o TSE está desenvolvendo o Processo Judicial Eletrônico (PJe),  o que demanda a necessidade da criação do quadro de pessoal da área de tecnologia de informação.

  • Concurso Ministério da Fazenda: pedido de 3.500 vagas. A maioria delas para o nível médio.

    Novidades para quem já se programa para o concurso do Ministério do Fazenda. O pedido que o órgão fez ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) refere-se a 3.500 vagas, sendo 3.000 para técnico e 500 para analista.

    O MPOG confirmou, por meio do e-SIC, que o pedido feito pelo Ministério da Fazenda, de fato, contempla essa quantidade de vagas para os postos de assistente técnico administrativo e de analista técnico administrativo. Segundo a Coordenação-Geral do Setor de Desenvolvimento Econômico e Produtivo do MPOG, o pedido continua em trâmite na pasta.

    De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Administrativos do Ministério da Fazenda (SindFazenda), Luis Roberto da Silva, esse quantitativo de postos ainda é insuficiente para preencher o déficit de pessoal do órgão, que cresce anualmente.

    Silva comentou que a rotatividade no Ministério da Fazenda é cada vez maior. “Grande parte das pessoas que prestam o concurso tem idade entre 20 e 23 anos e está cursando o nível superior ou até mesmo já concluiu”, disse o presidente ao explicar que este é um dos motivos da alta defasagem de pessoal. Antigamente, os concursandos ficavam muitos anos ocupando o cargo público, mas, hoje, eles buscam melhores oportunidades de trabalho, ou seja, prestam outros concursos.

    Para o presidente do SindFazenda, as alternativas para melhorar a situação são reestruturar a carreira Pecfaz (Plano Especial de Cargos da Fazenda) e abrir novos concursos para contratar servidores.

    Luis Roberto da Silva disse que diversas são as consequências para o alto de índice de defasagem de servidores e uma delas é a demora no atendimento. O presidente continuou explicando que hoje o órgão sofre com “filas virtuais”, isto significa que as unidades com profissionais administrativos não têm longas filas com milhares de cidadãos à espera do atendimento devido ao fato que tais pessoas aguardam para retirar a senha na internet, o que pode demorar muito tempo.

    As oportunidades solicitadas ao Planejamento deverão ser preenchidas nas próprias unidades do Ministério da Fazenda e da Receita Federal do Brasil (RFB). Não foram divulgadas as regiões que podem ser contempladas, mas, segundo Luis Roberto, a falta de servidores é nacional.

    Pedido de concurso

    No ano passado, o Ministério da Fazenda enviou ao Planejamento pedido de concurso para preencher vagas em carreiras administrativas, além das de analista-tributário e auditor-fiscal (as duas últimas apenas para o quadro de pessoal da RFB).

    Procurada pelo JC, a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda não se pronunciou sobre o assunto e divulgou que “não antecipa a realização de concursos e que informa apenas quando saem os editais, de fato”.

    A solicitação ainda segue em trâmite no Ministério do Planejamento e só poderá ser liberada assim que for votado o Orçamento 2015 no Plenário, que voltou do recesso nesta semana.

    Como informado pelo presidente do SinfFazenda, o pedido é para 3.500 vagas, entretanto, esse número não está definido, já que o MPOG pode liberar outro quantitativo. Por exemplo, anteriormente havia sido solicitada 2.000 vagas para técnico, mas só foram liberadas 1.026.

    Devido a isso, quem pretende ingressar no órgão federal já deve começar os seus estudos o quanto antes, já que a concorrência deverá ser enorme.

    Sobre os cargos

    A carreira de assistente técnico-administrativo exige certificado de ensino médio, enquanto que a função de analista administrativo necessita de formação superior.

    Segundo consta na atual tabela de remuneração dos servidores federais, os vencimentos oferecidos são de R$ 3.050,82 para assistente e de R$ 4.244,62 para analista. Nesses valores não está incluso o vale-alimentação de R$ 373.

    Apesar de não terem sido revelados os cargos e os Estados que serão contemplados no processo seletivo, é bem provável que essa próxima seleção tenha vagas em São Paulo (SP) e no Distrito Federal (DF). Tudo isso porque o último concurso, que ocorreu em 2013 e ainda está vigente, abriu 1.026 oportunidades para assistente e não apresentou chances para SP e DF, pois, na ocasião, o processo seletivo anterior, de 2012 (com 463 vagas de nível médio distribuídas entre SP e DF), não tinha expirado – entretanto, a validade deste certame chegou ao fim no último mês de novembro.

    O detalhe do processo seletivo que pode ser dado como certo é a escolha da empresa organizadora, que provavelmente será a Esaf (Escola de Administração Fazendária), como de costume nos concursos do órgão. Assim, os candidatos podem ir se preparando com as provas e os editais de seleções anteriores, uma vez que a banca se repete.

    Receita Federal

    No pedido encaminhado ao Planejamento, o Ministério da Fazenda ainda solicitou autorização para concurso da Receita Federal. Segundo a assessoria da RFB, as oportunidades solicitadas são para os cargos de analista-tributário e auditor-fiscal.

    Tanto o emprego de analista quanto o de auditor requerem que o candidato possua diploma de graduação (diversas áreas são aceitas). Os salários vigentes correspondem a, respectivamente, R$ 8.798,88 e a R$ 14.965,44, sem contar o auxílio-alimentação de R$ 373.

  • Petrolina terá concurso para técnico fazendário

    A Prefeitura de Petrolina, município do interior de Pernambuco, localizado a 712 km de Recife, está preparando concurso para o cargo de técnico fazendário.

    O posto será voltado para formados no nível médio, que irão receber cerca de R$ 2 mil e trabalharão junto à Secretaria Municipal da Fazenda de Petrolina.

    Antes da aprovação do concurso, no entanto, o município está se movimentando para aprovar a lei que cria o cargo de técnico fazendário, uma vez que a cidade não conta com profissionais dessa carreira.

    O processo seletivo está previsto para acontecer no segundo semestre.

  • MTE: EDITAL CADA VEZ MAIS PRÓXIMO

    MTEBoa notícia para quem aguarda o concurso para auditor-fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE): o Orçamento da União deste ano, essencial para que haja avanços no processo de autorização da seleção, está na pauta da próxima sessão plenária do Congresso Nacional, que ocorrerá às 19h desta terça-feira, dia 24. Somente após a aprovação do orçamento é que poderá haver chances de a autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) ser formalizada por meio de portaria no Diário Oficial da União (DOU), já que, de acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, o aval já foi dado. Segundo um documento emitido pelo Planejamento, deverão ser liberadas 847 vagas para serem preenchidas até 2017.

    O cargo de auditor exige formação superior em qualquer área e tem remuneração inicial de R$16.116,64, incluindo o auxílio-alimentação, de R$373. Além do bom rendimento, o cargo também proporciona estabilidade, já que o regime de contratação é o estatutário. Os interessados na seleção não podem descuidar-se da preparação, que, nesse momento, deve ser guiada pelo último concurso do MTE, realizado em 2013 sob organização do Cespe/UnB.

    Na ocasião, foram oferecidas 100 vagas, e os candidatos avaliados por meio de provas objetivas (220 questões) e discursivas (seis questões dissertativas, uma redação e elaboração de parecer técnico), além de sindicância de vida pregressa. As questões versaram sobre Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Direitos Humanos, Administração Geral e Pública, Noções de Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Auditoria, Economia do Trabalho, Direito do Trabalho, Seguridade Social, Legislação Previdenciária, Segurança e Saúde no Trabalho, Legislação do Trabalho e Contabilidade Geral.

  • PRF: NOMEAÇÃO DE APROVADOS AUMENTA EXPECTATIVA PARA NOVO CONCURSO

    PRFFoi publicada no Diário Oficial da União da última quinta-feira, 19, a autorização para o provimento de 421 vagas de policial da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Demonstrativo da grande carência, a corporação nomeou os aprovados, que tinham sido formados para atuar na Copa do Mundo, já no dia seguinte, 20.  Esse era um dos entraves para a realização de um novo concurso, cujo pedido foi feito ao Ministério do Planejamento, para 1.500 vagas. O processo foi encaminhado ao Ministério da Justiça, para os ajustes necessários. Segundo o Sindicato Nacional dos Policiais Rodoviários Federais do Estado do Rio de Janeiro (SINPRF/RJ), a falta de efetivo ainda é o principal problema enfrentado pela categoria, e várias reuniões foram feitas com o propósito de conscientizar o maior número possível de parlamentares e pressionar o governo a autorizar a nomeação.

    O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB/PE) usou a Tribuna da Câmara para ressaltar a carência cada vez maior: “Peço em nome daqueles que sofrem com a falta de segurança nas estradas”, disse o parlamentar. Ainda há 794 aprovados a serem convocados, dos quais 28 já fizeram o curso de formação. É possível que mais habilitados sejam chamados, já que, em entrevista à imprensa, no último dia 5, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse ter pedido ao ministro da Justiça a liberação de 500 concursados da PRF, para que a maior parte venha para os postos no estado. “Temos que intensificar mais o trabalho de vigilância nas rodovias federais, como a Rio-Santos, por exemplo, e para isso, preciso dessa contribuição”, afirmou Pezão. A validade da seleção vai até maio, podendo ser prorrogada por um ano.

    A função de policial rodoviário federal exige o ensino superior completo, em qualquer área de formação, e carteira de habilitação na categoria B ou superior. A carreira dá direito a ganhos iniciais de R$ 7.092,91, incluso o auxílio-alimentação, de R$ 373. O último concurso foi organizado pelo Cespe/UnB e constou de provas objetivas e discursivas, testes físicos, avaliações médica e psicológica, prova de títulos, investigação social e curso de formação.

    Ainda faltam 3 mil policiais em todo o país

    Após a diretora-geral da Polícia Rodoviária Federal, Maria Alice Nascimento Souza, assinar a portaria de provimento das vagas resultante do último curso de formação profissional, a expectativa agora é pela posse dos 422 novos policiais, já nomeados. Eles serão lotados em todo o país, especialmente nas regiões de fronteira, e se apresentarão nas regionais a partir de 2 de março. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a convocação de excedentes depende de autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. “A nomeação dos servidores é bastante representativa. Temos o limite legal de 13.098 policiais, mas contamos com pouco mais de 10 mil na ativa. Assim, ainda temos uma carência de aproximadamente 3 mil policiais rodoviários. A necessidade imediata é a complementação do quadro, e a expectativa é de continuidade do ciclo de autorizações para concursos e nomeações anuais”, afirmou a diretora-geral.

    De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), Pedro Cavalcanti, a convocação de 422 aprovados no concurso ainda não resolve o problema de déficit na PRF: “Recebemos com alegria a autorização dos policiais formados no ano passado. Porém, lembro que existem ainda mais de 760 candidatos no cadastro de reserva, e a federação cobra a convocação desse grupo para a realização de um novo curso de formação profissional”, diz Pedro.

    “O efetivo aceitável por plantão em cada posto de fiscalização da PRF seria de, no mínimo, sete policiais, sendo quatro em ronda e três no posto rodoviário. Mas com o efetivo disponível, não é isso que a sociedade vê nas rodovias federais. Lamentavelmente, a falta de efetivo prejudica a segurança da sociedade e, também, dos próprios policiais”, afirmou o presidente da FenaPRF, que destaca, ainda, um número insuficiente de servidores também na área de apoio, levando cerca de 30% dos policiais a atuarem em funções administrativas. Diante dessa situação, a FenaPRF entende que é necessária a convocação dos excedentes ainda em 2015. Os diretores da entidade e dos sindicatos estaduais continuam cobrando do órgão, do Ministério da Justiça e do Ministério do Planejamento uma solução desse caso o mais breve possível: “Aproveito para dar as boas vindas aos novos policiais rodoviários federais”, diz.