Autor: Nuce Concursos

  • INMET – Concurso terá nova data para início das inscrições

    inmet-logoUm comunicado divulgado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, dia 20, informa que “por motivos técnicos” o período de inscrições no concurso do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não se iniciará na data prevista no Edital 002/2015 – o prazo seria aberto nesta segunda-feira. Segundo a publicação, “oportunamente, será divulgada nova data para inicio das inscrições”. Até o momento, nem o instituto e nem a organizadora, Consulplan, detalharam os motivos.

    A seleção para o Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, visa ao preenchimento de 242 vagas nos níveis médio, médio/técnico e superior, com remunerações de R$3.045,83 a R$11.993,69. Há vagas reservadas para portadores de deficiência e negros. Os interessados teriam até 19 de maio para efetuar a inscrição, no site da Consulplan, organizadora. As taxas são de R$22,50 para os níveis médio e médio/técnico, e de R$45 para o superior. Inscritos no CadÚnico e membros de família de baixa renda poderão solicitar isenção. No ato da inscrição, será preciso optar pelo cargo/especialidade a que deseja concorrer e pela cidade em que fará as provas. Após a homologação, os classificados farão a escolha das localidades de lotação.

    O concurso terá provas objetivas de conhecimentos gerais e específicos; e provas discursivas, constituídas de um estudo de caso para nível superior e de uma redação para o nível médio. Ambas serão realizadas no dia 28 de junho, em dois turnos, a depender do cargo. Candidatos ao nível superior farão ainda prova de títulos. O concurso terá validade de dois anos, podendo dobrar, período em que poderão ser feitas contratações adicionais.

    Veja o comunicado na íntegra:

    Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
    SECRETARIA EXECUTIVA
    EDITAL CONCURSO PÚBLICO No- 1/20015

    A Secretária-Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, no uso de suas atribuições, tendo em vista a Portaria MPOG nº 435, de 17 de novembro de 2014, comunica a todos os candidatos e interessados do Concurso Público nº 001/20015 que, por motivos técnicos, o período de inscrições não se iniciará na data prevista no Edital 002/2015. Oportunamente, será divulgada nova data para inicio das inscrições.
    MARIA EMÍLIA JABER

  • Seres/PE: concurso continua em pauta

    Continua em pauta a realização do concurso público da Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres/PE) de Pernambuco, para o cargo de agente de segurança penitenciária. A seleção vem sendo aguardada desde fevereiro de 2014, quando anunciada pelo secretário executivo de ressocialização, coronel Romero Ribeiro. Porém, de acordo com informações do setor de recursos humanos, embora o concurso continue em planejamento, ainda não foi definida a banca organizadora. Portanto, ainda não há uma data prevista para liberação do edital.

    A intenção era iniciar o certame no segundo semestre de 2014, o que acabou não sendo possível em decorrência de diversos remanescentes do concurso anterior, realizado em 2009, que entraram com pedido de ação civil pública, requerendo o preenchimento das vagas.

    A oferta será de 200 vagas, conforme a autorização do secretário executivo de ressocialização.

    De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a tendência é de que ocorra uma alteração na escolaridade,em comparação ao  concurso de 2009.

    Na ocasião, para concorrer era necessário possuir ensino médio, mas para o próximo  a expectativa é de que seja cobrado nível superior. Também será exigida carteira de habilitação a partir da categoria ”B”.

    A remuneração inicial da categoria é de R$ 2.200, em regime de plantão, de 24 horas por trabalho   por 72 de repouso.

    Último concurso

    No concurso de 2009,  a organizadora foi o Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (Iaupe). Ao todo foram oferecidas 500 vagas, sendo 400 para homens e 100 para mulheres. A prova objetiva foi composta de 50 questões, sobre língua portuguesa, conhecimentos em informática, raciocínio lógico e conhecimentos específicos, incluindo direitos constitucional, administrativo, penal, processual penal e direitos humanos.

    O processo seletivo também contou com exames médicos, testes físicos, avaliação psicológica e investigação social. Os aprovados em todas as etapas foram submetidos a um curso de formação profissional.

    Matéria atualizada em 17/04 às 15h31

  • DEPEN – Saiu edital para 258 vagas! Inscrições abrem dia 27

    depenSaiu o edital do concurso para o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério da Justiça. São oferecidas 258 vagas entre os cargos de agente penitenciário (nível médio, R$5.403,95), especialista em assistência penitenciária (superior, R$5.254,88) e técnico de apoio à assistência penitenciária (médio/técnico, R$3.679,20). A carga é de 40 horas para todos as funções. Conforme a lei, há vagas reservadas para portadores de deficiência e negros.

    Das oportunidades, 240 são para agente penitenciário. A carreira, além do 2º grau, exige carteira de habilitação na categoria B ou superior. Outras oito vagas são para especialistas, que poderão concorrer nas áreas de Enfermagem (2), Farmácia (1), Pedagogia (2), Psicologia (1), Serviço Social (1) e Terapia Ocupacional (1). E dez vagas são para técnicos na especialidade de Enfermagem, que requer o 2º grau e curso técnico na área, com registro no respectivo conselho.

    As inscrições serão abertas no próximo dia 27 de abril e vão até 17 de maio, no site do Cespe/UnB, organizador. As taxas são de R$75 para nível médio/técnico, R$90 para médio e R$95 para superior. Inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que forem membros de família de baixa renda, poderão solicitar isenção, enviando a declaração (Anexo VI) por meio de link específico no site do Cespe/UnB, dentro do prazo de inscrições.

    O concurso tem validade de dois anos, prorrogável por igual periodo. Os candidatos serão lotados na sede do Depen, na capital federal, ou em uma das cinco penitenciárias federais, nas cidades de Brasília, Campo Grande/MS, Catanduvas/PR, Mossoró/RN e Porto Velho/RO. Aqueles que concorrerem às vagas reservadas a deficientes deverão enviar ou entregar na Central de Atendimento do Cespe/UnB, até o dia 18 de maio, cópia do CPF e o laudo médico original ou cópia autenticada.

    A seleção será feita por meio de provas objetivas e discursivas, ambas aplicadas no dia 28 de junho, à tarde. Os aprovados mais bem classificados serão convocados para as etapas seguintes, que correspondem ao exame de aptidão física, às avaliações médica e psicológica e à investigação social. A segunda fase corresponde ao curso de formação profissional. A contratação segue o regime estatutário. O edital pode ser conferido no documento abaixo.

    Confira o Edital AQUI!

  • TJ/PB – Segundo sindicato, tribunal tem carência de 700 vagas

    Presidente interino do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas (Serjal), Reinaldo Rios
    Dois editais estão previstos para serem publicados ainda este ano oferecendo vagas para o Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJ-AL). O primeiro deles, que já está em fase mais avançada, tendo a Fundação Carlos Chagas (FCC) como organizadora, visa ao preenchimento de 30 vagas para o cargo de juiz de Direito, conforme já havia sido informado pelo desembargador Washington Luiz, presidente do Tribunal.

    Já com relação ao segundo edital, o presidente interino do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas (Serjal), Reinaldo Rios, revelou que as oportunidades serão para os cargos de auxiliar judiciário (nível médio), analista judiciário, escrivão e oficial de justiça (todos de nível superior), com remunerações iniciais que variam de R$1.570 a R$8.057,45.

    Ainda de acordo com Reinaldo Rios, a carência de funcionários do TJ-AL chega a cerca de 700 vacâncias, enquanto o desembargador estima um número em torno de 300 cargos vagos. “O quadro de pessoal do TJ-AL é bastante deficitário. Desde 2009 o Serjal vem batalhando para suprir esta carência histórica. Nossos esforços culminaram na realização de um concurso público em 2012, mas a carência permanece, sobretudo na 1ª Instância”, revela o presidente do sindicato. “A carência, segundo nossos cálculos, é de aproximadamente 700 funcionários, em todas as áreas, de auxiliares judiciários a analistas especializados”, completa.

     Confira a entrevista feita pela Folha Dirigida com Reinaldo Rios
    Qual é a atual situação do quadro de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas?
    O quadro de pessoal do TJ-AL é bastante deficitário. Desde 2009 o Serjal vem batalhando para suprir esta carência histórica. Nossos esforços culminaram na realização de um concurso público em 2012, mas a carência permanece, sobretudo na 1ª Instância.

    Há carência de funcionários? Em quais áreas?
    A carência, segundo nossos cálculos, é de aproximadamente 700 funcionários, em todas as áreas, de auxiliares judiciários a analistas especializados.

    Há urgência na realização de concurso?
    Sim, a realização de concurso é urgente. Além da sobrecarga de serviço, que é a realidade dos servidores, há a iminência da aposentadoria dos servidores aprovados no concurso de 1988, que hoje compõem a maior parte do quadro de funcionários do Judiciário em Alagoas.

    A previsão é de que a seleção ofereça vagas para juiz e servidores de 1º grau. O senhor pode confirmar isso?
    Na primeira reunião que tivemos com o desembargador-presidente neste ano, nos foi revelada esta informação. No entanto, não foram definidos números de vagas. Por enquanto, o certame está em fase de contratação da empresa responsável pela realização das provas.

    Esses servidores de 1º grau seriam em que cargos? De quais escolaridades?
    Auxiliar judiciário, de nível médio; analista judiciário, escrivão e oficial de justiça, de nível superior, todos estes para bacharel em Direito.

    O senhor acredita na realização do concurso ainda este ano?
    Nós acreditamos que sim e estamos trabalhando para garantir a realização do certame ainda este ano.

    A situação das comarcas do interior foi considerada preocupante pelo presidente do TJ-AL. Segundo Washington Luiz, em muitas delas não há condições de o juiz exercer o trabalho. Além da falta de condições estruturais, há ainda o excesso de processos. O senhor considera a situação caótica nas comarcas do interior? Isso se reflete também na capital? Como está essa situação?
    Infelizmente, esta é a realidade do Poder Judiciário de Alagoas, e nós temos alertado a Presidência há anos sobre a situação. A falta de estrutura física tem sido solucionada aos poucos, com a reforma e construção de novos prédios, como o Fórum de Junqueiro e o Fórum de Penedo. Mas a carência de pessoal é alarmante e, se não resolvida, engessará a prestação jurisdicional do Estado. Falta o material humano. Na capital, algumas varas enfrentam este problema, mas com a realização do último concurso de remoção, em 2012, quase todas as vagas foram preenchidas.

    Como é a relação do sindicato com o TJ-AL?
    Temos com o TJ-AL uma relação cordial, de respeito mútuo, sem, no entanto, abrir mão de lutar insistentemente pelos interesses dos servidores, a categoria que representamos. Por meio de nossa atuação nos últimos seis anos, conseguimos conquistar credibilidade e espaço junto ao Tribunal, trabalhando em comissões como a Equipe Permanente de Trabalhos Orçamentários, Comissão Avaliadora do Banco de Boas Práticas do Tribunal e Comissão de Gestão do Projeto Juízo Mais Efetivo.

    Quais são as principais reinvidicações da categoria?
    Implantação do auxílio-saúde; reajuste do auxílio-alimentação; progressão vertical da carreira; reforma do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que possibilite na prática a evolução da carreira; implantação do auxílio-creche; pagamento da dívida dos passivos da URV.

    O que as pessoas que irão se candidatar ao concurso podem esperar do órgão e do ambiente de trabalho?
    Não podemos negar que é um ambiente de muito trabalho. As demandas do judiciário vêm crescendo sobretudo com a informatização dos processos. Mas também é perceptível o esforço conjunto para melhorar a prestação jurisdicional e levar Justiça à sociedade.

    Como o senhor avalia a relação da instituição com os seus servidores? Há uma valorização?
    É uma relação que tem melhorado nos últimos anos, sobretudo com as conquistas que intermediamos. A melhora salarial e implantação de benefícios e reformas estruturais são algumas das conquistas. Mas ainda há muito a se fazer pela valorização dos servidores da Justiça Estadual.

  • DEPEN – Cespe/UnB é o organizador! Edital ainda este mês

    depenO Departamento Penitenciário Nacional (Depen) divulgou o responsável pela organização do concurso para 258 vagas em cargos dos níveis médio e superior. A instituição escolhida, por dispensa de licitação, foi o Cespe/UnB. A publicação ocorreu no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 15. Agora, todos os esforços serão destinados à finalização do edital, para que seja publicado ainda este mês. O extrato de dispensa de licitação encontra-se abaixo.

    Das 258 vagas autorizadas, 240 são para agente penitenciário federal, cargo de nível médio, com remuneração de R$5.403,95, incluindo os R$373 de auxílio-alimentação. O cargo exige carteira de habilitação na categoria B ou superior. Há chances ainda para técnico de assistência penitenciária (médio/técnico, dez vagas) e especialista em assistência penitenciária (superior, oito vagas), com ganhos de R$3.679,20 e R$5.254,88, respectivamente, incluindo os R$373.

    As provas serão aplicadas em todas as capitais, segundo confirmou a presidente da comissão do concurso, Juciane Lourenço. Além dessas avaliações, a primeira fase compreenderá testes físicos, avaliações psicológica e médica e investigação social. A segunda etapa corresponde ao curso de formação profissional. Os servidores serão lotados nas penitenciárias federais de Porto Velho/RO, Catanduvas/PR, Mossoró/RN e Campo Grande/MS, e na sede do departamento, em Brasília.

    EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO Nº 5/2015 – UASG 200323
    Nº Processo: 08016001294201514
    Objeto: Contratação de instituição para prestação de serviços técnico-especializados de organização e realização de concurso público para provimento de duzentos e quarenta cargos de Agente Penitenciário Federal, dez cargos de Técnico de Apoio a Assistência Penitenciária e oito cargos de Especialista em Assistência Penitenciária, do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça. Total de Itens Licitados: 00001.
    Fundamento Legal: Art. 24º, Inciso XIII da Lei nº 8.666 de 21/06/1993.. Justificativa: Art. 24º, Inciso XIII da Lei nº 8.666 de 21/06/1993. Declaração de Dispensa em 13/04/2015. RODRIGO AUGUSTO ROMEIRO. Ordenador de Despesas. Ratificação em 13/04/2015. CLARICE COSTA CALIXTO. Diretora-geral Substituta. Valor Global: R$ 7.982.580,76. CNPJ CONTRATADA : 18.284.407/0001-53 CENTRO BRASILEIRO DE PESQUISA EM AVALIAÇÃO E SELEÇÃO E E PROMOÇÃO DE EVENTOS.

  • Derrubada a terceirização nas empresas públicas

    Assunto que provoca polêmica há 11 anos, o Projeto de Lei 4.330/04 foi aprovado no Plenário da Câmara, por 324 a 137 votos, na última quarta-feira, dia 8. Alterações do texto-base e pontos mais controversos estão sendo votados nesta terça, 14 de abril. A nova sessão trouxe uma importante vitória para aqueles que defendem o respeito à Constituição Federal. Foi derrubada da proposta o tópico que previa a ampliação da possibilidade de terceirização das atividades-fim em empresas públicas e sociedades de economia mista, nos âmbitos da União, estados, Distrito Federal e municípios – o que representaria uma ameaça à realização de concursos públicos nessas instituições. Este era um dos motivos apontados por especialistas para considerar a matéria inconstitucional.

    A análise de outras alterações foi adiada para esta quarta, 15. O texto final que for aprovado na Câmara dos Deputados ainda passará pelo Senado. A terceirização sem limites nas empresas públicas de todo o país foi excluída do projeto de lei por meio da aprovação, por 360 votos a 47, de destaque (proposta de alteração) apresentado pelo PSDB. A intenção, segundo o deputado Domingos Sávio (PSDB/MG), é manter o concurso público como forma de ingresso nas carreiras das estatais, “para não dar espaço ao apadrinhamento.” A medida foi rechaçada inclusive pelo relator do projeto de lei, o deputado Arthur Maia (SD/BA), que disse ter incluído as empresas públicas no texto a pedido do governo, com o intuito de torná-las mais competitivas. “Se o PT, que tem mais compromisso com o governo, encaminha contra a medida, mudo de posição”, argumentou.

    Segundo o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ex-presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, “a aprovação do projeto destruirá conquistas do mundo do trabalho desde a década de 30″. Para ele, há a violação de uma série de princípios constitucionais. “O malsinado projeto, por primeiro, viola o princípio constitucional da igualdade, segundo o qual todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Como se sabe, a terceirização cria uma distinção entre os trabalhadores, já que por idêntica prestação de serviços a um mesmo tomador, uns ganham mais, e outros ganham menos”, explica Wadih Damous.

    Redução salarial – O advogado afirma que, com o projeto, o trabalhador terceirizado tem menos direitos do que aquele contratado diretamente pelo tomador de serviços e, para ele, isso significa devolver a classe trabalhadora à barbárie de antes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). E completa: “Ao violar o princípio da igualdade, a proposição fere, de igual modo, os princípios constitucionais atinentes ao valor social do trabalho e da dignidade da pessoa humana. Espero que essa monstruosidade normativa seja vetada pela presidente Dilma Rousseff”.

    Terceirização viola princípio do concurso, diz juiz William Douglas

    Para Wadih Damous, o PL 4330/04 original, além das inconstitucionalidades já referidas, violaria, também, o princípio do concurso público, já que estende à Administração Pública a possibilidade de contratação de mão de obra mediante empresas interpostas, ou seja, sem a necessária realização do concurso. “A terceirização, enfim, significa, além dos aspectos ressaltados: salários reduzidos; precarização das relações de trabalho; desemprego; aumento do número de acidentes de trabalho entre os terceirizados; e profundos prejuízos sociais”, completa.

    William Douglas, que é juiz, escritor, professor e especialista em concursos públicos, lembra que os defensores do projeto não podem confundir terceirização com o descumprimento da legislação trabalhista. Entretanto, segundo ele, já existe a chamada terceirização em nosso ordenamento, havendo a interpretação – dada pela Súmula 331 do TST – de que serviços terceirizados só ocorrem em três situações — trabalho temporário, segurança e conservação e limpeza — e em uma hipótese geral — quando os serviços se relacionam à atividade-meio do empregador.

    “O projeto, como estava, é claramente inconstitucional. Prestar serviço público na administração direta e indireta é para quem fez concurso público, isto é o óbvio (Art. 37 da CF). Na verdade, as terceirizações violam o princípio do concurso e, mais, a moralidade e a economicidade. Sempre que se coloca uma empresa no meio dos serviços públicos, abre-se a porta para corrupção, troca de favores, contratação de apadrinhados e tudo o mais que de pior existe. Essa inconstitucional agressão ao princípio do concurso deve ser corrigida”, explica o professor.

    Doutor em Direito defende exclusão da Administração Pública do projeto

    Professor e doutor em Direito Público, Fábio Zambitte reforça as declarações do juiz William Douglas, e afirma que o projeto precisa simplesmente de um artigo limitando as terceirizações no serviço público àquilo que já temos: “Outros cuidados são devidos, como aqueles que protejam os trabalhadores das terceirizadas que não cumprem seus deveres. Estabelecidos esses princípios, ou seja, discutir ideias e não pessoas, é partir para buscar uma solução razoável que ajude o país a crescer e que impeça a malandragem, assim como não querer acabar com o concurso público por via oblíqua, então poderemos prosseguir”, diz.

    “Entendo que ainda não é hora de se permitir a terceirização de atividade-fim. O substitutivo apresentado pelo deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA), que relatou a matéria em Plenário, em nome das comissões, manteve, por exemplo, a possibilidade de a terceirização ocorrer em relação a qualquer das atividades da empresa. O texto não usa os termos atividade-fim ou atividade-meio, permitindo a terceirização de todos os setores de uma empresa”, explica Fábio.

    Também na perspectiva do advogado Sérgio Camargo, especialista na área de concursos públicos, o PL 4.330/2004 é inconstitucional, pois a sua eficácia, isto é, o seu resultado final, é de legitimar que a meritocracia do concurso seja alcançada e, dessa forma, ingressem nos quadros públicos pessoas que, sem qualquer avaliação da capacidade técnica, passariam a integrar a administração: “O dever constitucional das administrações é o de primarizar, e não o de terceirizar as funções estatais”, observa Sérgio.

    “O projeto desvincula a relação trabalhista entre o empregado e a tomadora de serviços, no caso entidade da administração pública, o que certamente pretende proteger as administrações públicas brasileiras. Além do mais, permite que a administração receba serviços da prestadora em suas atividades-fim, de constitucionalidade duvidosa, por ser forma de efetivamente encerrar concursos públicos para quaisquer etapas de produção da administração”, diz.

    Outra questão abordada pelo advogado é o aumento da rotatividade nas instituições: “O projeto traz a possibilidade de ocorrerem repetidas contratações, isto é, sem qualquer relação excepcional de temporariedade, como prevê o Artigo 37 da Constituição, esvaziando por completo o dever de realizar certame a partir da meritocracia com base na igualdade de competição aos cidadãos que pretendam preencher cargos, empregos e funções públicas”, afirma Sérgio Camargo.

    Portas escancaradas para a corrupção e nepotismo, alerta magistrado

    Guilherme Feliciano, professor de Direito do Trabalho da Universidade de São Paulo (USP) e diretor executivo de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), afirma que o projeto traz inconstitucionalidades e inconvencionalidades, que são violações insanáveis dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil em tratados e convenções, especialmente perante a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    “O texto traz a quebra da isonomia constitucional, Art. 5º da CF, na medida em que trabalhadores com precisamente as mesmas atribuições nas chamadas atividades-fim das empresas terão tratamentos jurídicos diferentes, recebendo salários diversos – o dos terceirizados são estatisticamente inferiores aos dos efetivos na mesma função – e sob regimes jurídicos diversos, como por exemplo diversas convenções coletivas”, afirma Guilherme, especialista em Direito do Trabalho.

    Para ele, diante dessa quebra, a institucionalização de um regime de discriminação por vínculo patronal viola obliquamente as Convenções 100 e 111 da OIT, que repudiam a discriminação. “O enfraquecimento do modelo sindical brasileiro, seja pela atomização, se a especialização das atividades patronais de prestação de serviços especializar novas categorias econômicas, seja pelo esvaziamento das tradicionais categorias profissionais, pela ‘universalização’ da categoria dos trabalhadores em empresas de prestação de serviços”, completa o juiz.

    Ainda de acordo com o magistrado, a proposta permitirá a terceirização nos entes da administração pública indireta: “Será mais fácil burlar a regra da admissão por concurso público. Engenheiros da Petrobras e caixas do Banco do Brasil, por exemplo, poderão ser contratados por interpostas pessoas jurídicas, para ‘serviços especializados’. É evidente que estarão escancaradas portas para a corrupção e para o nepotismo, quebrando-se os princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa”, finaliza. (Colaborou Diego Amorim)

     
    Abaixo-assinados pela rejeição da proposta

    A fim de impedir a aprovação do PL 4.330/04 na forma como foi validado pela Câmara dos Deputados no último dia 8, a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait) criaram abaixo-assinados, para tentar sensibilizar parlamentares e a presidente Dilma Rousseff a barrarem a terceirização irrestrita no país. A ANPT alertou que se a lei for aprovada, favorecerá o aumento da corrupção nas estatais. Confira, abaixo, os links para adesão às petições.
    Segundo a associação dos procuradores, mesmo sem o fim das restrições à terceirização, a sua prática já tem sido verificada no setor público, como forma de driblar a necessidade de concurso, impedindo assim o acesso a cargos públicos por meio de critérios objetivos e isonômicos. “Além de os contratos de empresas prestadoras de serviços terceirizados, não raras vezes, terem origem em licitações fraudulentas e servindo de via para irrigar de recursos toda uma rede de corrupção, como se tem verificado nos casos surgidos diuturnamente e que tanto nos chocam”, ressaltou a entidade.

    A ANPT busca adesões ao abaixo-assinado, lembrando que o projeto ainda pode ser rejeitado pelo Senado e vetado pela presidente Dilma, caso passe pelo Congresso Nacional. Até o meio da tarde da última segunda-feira, dia 13, a associação já contava com 14.080 apoiadores. Na avaliação do Sinait, para quem a ampliação da terceirização precariza as relações de trabalho, o projeto em discussão no Congresso afeta milhões de trabalhadores e tem reflexos na organização sindical, além de atingir o setor público e a própria Auditoria-Fiscal do Trabalho. O sindicato pretende encaminhar o abaixo-assinado aos senadores, para demonstrar a insatisfação com as regras até então propostas. A petição do Sinait possuía, até a tarde da última segunda, 1.490 assinaturas das 2 mil pretendidas.

    No último dia 9, data seguinte à aprovação do projeto pela Câmara, a presidente Dilma Rousseff se manifestou sobre o assunto, dizendo que a lei não pode “desorganizar o mundo do trabalho”. Ela demonstrou preocupação especial com relação aos direitos dos trabalhadores. “Olhamos com muito interesse como vai se desdobrar a votação daqui para frente”, afirmou. (A.B)

  • DEPEN – Mantida previsão de liberar edital até o final deste mês

    depenOs acertos finais para escolha da organizadora do concurso para o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério da Justiça, foram discutidos em uma reunião na última sexta-feira, 10. Segundo a Assessoria de Comunicação do órgão, o processo está quase concluído, e o nome será anunciado nos próximos dias, de forma que a meta de divulgar o edital ainda este mês seja cumprida.

    Das 258 vagas autorizadas, 240 são para agente penitenciário federal, cargo de nível médio, com remuneração de R$5.403,95, incluindo os R$373 de auxílio-alimentação. O cargo também exige carteira de habilitação na categoria B ou superior. Há chances ainda para técnico de assistência penitenciária (médio/técnico, dez vagas) e especialista em assistência penitenciária (superior, oito vagas), com ganhos de R$3.679,20 e R$5.254,88, respectivamente, incluindo os R$373.

    Por ser uma seleção de âmbito nacional, as provas serão aplicadas em todas as capitais, confirmou a presidente da comissão do concurso, Juciane Prado Lourenço, em recente entrevista . Além dessas avaliações, a primeira fase compreenderá testes físicos, avaliações psicológica e médica e investigação social. A segunda etapa corresponde ao curso de formação profissional.

    De acordo com o projeto básico, a homologação dos resultados será em dezembro. Os novos servidores serão lotados nas penitenciárias federais de Porto Velho/RO, Mossoró/RN, Catanduvas/PR e Campo Grande/MS, e na sede do departamento, na capital federal. Eles têm direito a benefícios, como auxílio-transporte, gratificação natalina, adicional noturno e de insalubridade (cerca de R$1 mil, cada) e ressarcimento do auxílio-saúde, de cerca de R$80 por dependente.

  • IRREGULARIDADES AMEAÇAM CONCURSO DE DELEGADO EM PERNAMBUCO

    A Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco – ADEPPE protocolou na última sexta-feira (10), no MPPE, através do Promotor de Justiça Maviael de Souza Silva, coordenador das Promotorias de Defesa do Patrimônio Público, denúncia de irregularidades na realização do concurso público para 100 vagas de Delegado de Polícia. A associação alega em seu arrazoado que o processo licitatório encontra-se viciado, pelo fato de ter a SDS utilizado indevidamente o sistema de dispensa de licitação para contratação da IAUPE, uma entidade local que não atende o critério legal da “inquestionável reputação ético-profissional”.

    Para o presidente recém eleito da Adeppe, Delegado Francisco Rodrigues, “as irregularidades são muitas, por exemplo não está prevista a participação da OAB no certame, diferentemente do que ocorre com os outros concursos para as demais carreiras jurídicas do Estado. Some-se a isso o fato de não se ter dado tempo hábil para que empresas reconhecidas nacionalmente apresentassem propostas, razão pela qual somente três instituições desconhecidas entregaram propostas e apenas a pernambucana IAUPE, que vem realizando vários concursos para a Prefeitura do Recife e Governo do Estado, foi selecionada”.

    A associação aponta ainda outro problema relativo ao fato de haver no processo licitatório três Termos de Referência diferentes, um deles assinado por pessoa estranha aos quadros da Polícia Civil, instituição que solicitou a realização do certame. “Para um governo que prioriza a segurança pública, diante de tantas irregularidades, deveria promover a suspensão imediata do concurso, até a apuração das graves denúncias, o que evitará maiores prejuízos aos candidatos e principalmente à sociedade”, afirmou Rodrigues. E completou: “em que pese a urgência de recompletamento de pessoal, o concurso para o cargo de Delegado deve ser realizado com absoluta lisura, afinal são estes profissionais que vão decidir sobre a liberdade das pessoas. Um concurso mal elaborado, pode até permitir a infiltração de membros de organizações criminosas no seio da Polícia Civil”.

  • DPU: ABRE CONCURSO PARA 143 VAGAS.

    A Defensoria Pública da União (DPU) divulgou edital de concurso para 143 vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de níveis médio e superior. Os salários são de R$ 3.817,98 e R$ 5.266,18, respectivamente.

    No site do Diário Oficial da União, é possível ver o edital.

    As oportunidades são para o Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

    Os cargos de nível superior são para analista técnico-administrativo, arquivista, assistente social, contador, economista, psicólogo, sociólogo, técnico em assuntos educacionais e técnico em comunicação social – jornalismo.

    As vagas de nível médio são para agente administrativo.

    As inscrições podem ser feitas de 22 de abril a 11 de maio pelo site www.cespe.unb.br/concursos/dpu_15_administrativo. A taxa é de R$ 100 para nível superior e R$ 70 para nível médio.

    As provas objetivas e a perícia médica dos candidatos que se declararam com deficiência serão realizadas nas 26 capitais dos estados da Federação e no Distrito Federal.

    As provas objetivas serão aplicadas na data provável de 21 de junho.

    O concurso terá validade de 1 ano e poderá ser prorrogado, uma vez, por igual período.

    Clique aqui e confira o edital.